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Anderson Leonardo, do Molejo, recebe tratamento para dor; veja atualizações

O músico está internado desde o último dia 27 de fevereiro, em um hospital particular do Rio de Janeiro

Internado desde o último dia 27 de fevereiro em um hospital particular do Rio de Janeiro, o cantor Anderson Leonardo, vocalista do grupo Molejo, passou por um novo procedimento. Ele passou por um procedimento para a dor na última quarta-feira (13) e assessoria de imprensa informa atualizações no quadro de saúde do músico.

À Itatiaia, a assessoria do cantor informou que ele fez o procedimento bloqueio de plexo nervoso hipogástrico para dor, ou seja, uma alternativa efetiva no tratamento de várias condições dolorosas, como o câncer inguinal que Anderson possui.

Segundo a equipe do cantor, o procedimento foi bem sucedido e ele vai passar por uma nova avaliação da equipe médica para analisar a questão da alta hospitalar.

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O que é câncer inguinal?

Antes de explicar do que se trata a doença, o médico Flávio Mavignier Cárcano, especialista em câncer geniturinário da Oncoclínicas, em Belo Horizonte, esclarece que, sobre o caso de Anderson, podem ser muitas as possibilidades, o que torna difícil pontuar o que “esperar desse tratamento”. No entanto, ele destaca que a doença atinge “a região da virilha, no encontro do final da barriga com o início da coxa”.

“Essa é uma região onde, por debaixo da pele, há um canal onde passam estruturas importantes. Dentre elas, existem os linfonodos, que são estruturas que nós temos no corpo todo e que funcionam como filtros biológicos como parte do sistema imunológico”, destaca.

“Então os linfonodos costumam inchar, aumentar de tamanho, quando existe uma inflamação, uma infecção naquela região em que ele drena, ou, no caso do câncer, eles podem aumentar de tamanho, mas principalmente por um câncer que surgiu numa região próxima dele, mas não necessariamente nele”, acrescenta.

O médico esclarece: “O câncer inguinal não é um termo que comumente a gente usa, já que em geral esses linfonodos na região inguinal eles aumentam de tamanho, quando eles estão comprometidos com metástases de cânceres que estão ali naquela região.”

“Se a gente tentar responder se é um tipo de câncer raro seria muito importante saber de fato que tipo de câncer que a gente está lidando. Se é um câncer de pênis, é relativamente raro. Se é na mulher um câncer de vulva, é um outro perfil que acomete. No caso do homem, o câncer de pênis, principalmente, homens em idade reprodutiva ou também homens mais velhos com condições de higiene mais precárias ou que tenham infecções pelo vírus HPV. Alguns vírus específicos também são fatores de risco, assim como tabagismo. Já o câncer de vulva na mulher é um câncer que acomete a população mais velha, às vezes com processos inflamatórios, outras lesões que surgem na vulva que podem originar um câncer”.

Entenda tratamentos, chances de cura e mais detalhes sobre a doença aqui.

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Natasha Werneck é jornalista formada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Foi repórter de Política e Cultura do Jornal Estado de Minas e já atuou em portais como Hugo Gloss e POPline. Foi estagiária da Itatiaia e retornou à empresa em 2023, como repórter de Entretenimento.
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