O movimento libidinoso dos quadris o levou a receber um apelido da imprensa, que rimava e comparava Elvis com pélvis. O surgimento do jovem de traços delicados, topete cuidadosamente desarrumado e um sorriso entre a timidez e o galanteio foi uma novidade que provocou febres e erupções no show bis, além dos gritinhos histéricos de suas fãs.
Elvis Presley foi, provavelmente, a primeira estrela pop do mundo, aquele que encarnou a rebeldia infantil e modificou para sempre os meios de produção da indústria fonográfica. Entronizado como o Rei do Rock, sucumbiu à sanha insaciável do mercado, que, depois de explorá-lo, o moeu em pedaços, esquecendo-se de que aquela estrela brilhante e magnífica era também uma pessoa. Seus sucessos ficaram.
“Love me Tender” (balada, 1956) – Elvis Presley e Ken Darby
Incentivada por Benedito Lacerda, que aparece tocando flauta em praticamente todas as suas 27 gravações, lançadas entre 1935 e 1940, Carmen Barbosa obteve sucesso com músicas como “Palmeira Triste”, samba-canção de Herivelto Martins, e “No Picadeiro da Vida”, de Herivelto e Benedito Lacerda. Ela também escreveu uma versão para “Love Me Tender”, hit de Elvis Presley, rebatizado de “Love me Sempre”. A gravação original de Elvis foi lançada em 1956, e entrou para a trilha sonora do filme de mesmo nome, estrelado por ele.
“Hound Dog” (rock, 1956) – Leiber e Stoller
“Hound Dog” foi um rock consagrado pelo rei do estilo, Elvis Presley, em solo americano. No Brasil, o irreverente Leo Jaime criou a sua própria versão da letra para a música da dupla Leiber e Stoller. E a interpretação de Angela Ro Ro no álbum “A Vida É Mesmo Assim”, de 1984, não deixou barato. Regravada por Cazuza e Léo Jaime em 1988, com a participação especial do cachorro de estimação, conhecido como Wanderley, homenagem ao cantor da Jovem Guarda, de sobrenome Cardoso, a música utiliza o cenário de um amor desfeito para demonstrar vingança. “Eu não te pago nem um hot-dog”, esnoba e ameaça o protagonista. Já a gravação de Elvis Presley foi lançada em 1956...
“White Christmas” (canção, 1942) – Irving Berlin
Foi durante a premiação do 15º Oscar da história que “White Christmas” ganhou a estatueta de melhor canção original. Composta por Irving Berlin em 1942, para o musical “Holiday Inn”, protagonizado por Bing Crosby e Fred Astaire, ela ganhou a voz do primeiro naquele mesmo ano. Mas seu sucesso não parou por aí, se tornando o compacto mais vendido do mundo, com mais de 50 milhões de cópias.
Outro recorde foi batido por Elvis Presley. O topo da lista de discos com canções natalinas mais vendidas da história ainda pertence ao “Rei do Rock”. Conhecido, por sua tradução literal, como o “Álbum de Natal de Elvis”, o lançamento de 1957 alcançou a marca de 19 milhões de cópias ao redor do planeta Terra. “White Christmas” foi o grande destaque desse álbum...
“Suspicious Minds” (balada, 1969) – Mark James
Uma das melhores canções de toda a carreira de Elvis Presley, o Rei do Rock. Assim é considerada “Suspicious Minds”, uma balada escrita pelo guitarrista Mark James que, inclusive, tocou com Elvis na histórica gravação, de 1969. A canção disparou direto para o topo da parada de sucessos, e rendeu a Elvis aclamação de crítica e público. Alçada a clássico absoluto de sua carreira, recebeu diversas regravações ao longo da carreira, inclusive modificando o arranjo, mas nenhuma foi tão marcante quanto sua versão original. A música ficou tão conhecida que, após trinta anos, entrou para o hall da fama, em 1999.
“My Way” (balada, 1968) – Claude François e Paul Anka
Uma das canções populares mais gravadas da história ganhou o registro único de Frank Sinatra em 1968. “My Way” se consagrou como um dos grandes sucessos daqueles que, para muitos, foi o maior cantor de todos os tempos. A música é uma versão em inglês de Paul Anka para a original francesa composta por Claude François, autor da melodia que se manteve. Em 1971, Elvis Presley regravou esse clássico que reflete as perdas e os ganhos da vida.