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O método para aplicar repertórios socioculturais coringas em qualquer tema da redação do Enem

Entenda como integrar citações, fatos históricos e conceitos filosóficos de forma natural para garantir pontuação máxima na competência dois do exame

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Preparação para o Enem • Foto por SUAMY BEYDOUN / AGIF / AGIF VIA AFP

Uso de repertório sociocultural na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) exige validação por área do conhecimento, pertinência ao tema e produtividade argumentativa. Citações sem vínculo direto com a problemática abordada não aumentam a pontuação e podem comprometer a fluidez do texto.

Avaliação e Competência 2

A redação do Enem é corrigida sob cinco competências de 200 pontos cada. A Competência 2 avalia a compreensão da proposta, a estrutura dissertativo-argumentativa e a aplicação do repertório sociocultural. Para obter a nota máxima no item, o candidato deve extrapolar os textos motivadores e recorrer à história, literatura, filosofia ou atualidades.

A banca examinadora aplica penalidades a repertórios considerados improdutivos, definidos pela ausência de relação lógica com a tese defendida. A aplicação de eixos temáticos amplos atua na redução da ansiedade, permitindo a análise de saúde pública, violência, intolerância digital e crise ambiental sob perspectivas como negligência governamental ou fragilidade das relações humanas.

Aplicações de conceitos sociológicos e filosóficos

Teorias das ciências humanas são empregadas para fundamentar a persistência de problemas sociais no país:

  • Modernidade Líquida (Zygmunt Bauman): Trata da fluidez e efemeridade das relações e instituições contemporâneas. É aplicável a temas sobre tecnologia, cancelamento virtual, consumismo e descarte de resíduos.
  • Contrato Social (Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau): Define a cessão de liberdades individuais ao Estado em troca de ordem e segurança. É utilizado para apontar falhas estatais em saneamento, segurança e educação.
  • Banalidade do Mal (Hannah Arendt): Explica a automatização de condutas cruéis ou injustas. Aplica-se à naturalização de problemas como fome, racismo estrutural e violência de gênero.

Contextualização histórica

Fatos documentados são utilizados para evidenciar as origens de questões contemporâneas:

  • Revolução Industrial: Fundamenta discussões sobre legislação trabalhista, impactos ambientais, urbanização e doenças associadas ao sedentarismo ou à poluição.
  • Era Vargas e Ditadura Militar: A Era Vargas serve de parâmetro para debates sobre precarização do trabalho e informalidade. O regime militar é citado em tópicos sobre liberdade de expressão, censura e atuação policial.
  • Escravidão: Apontada como matriz estrutural das desigualdades socioeconômicas, sendo acionada em debates sobre marginalização periférica, renda e acesso ao ensino superior.

Constituição Federal

A Constituição de 1988 é empregada como recurso de autoridade. O Artigo 5º fundamenta análises sobre discriminação e igualdade jurídica, enquanto o Artigo 6º abrange direitos sociais como saúde, educação, alimentação, moradia, transporte e segurança. A estratégia argumentativa baseia-se no contraste entre as garantias legais e a realidade social.

Estrutura de aplicação do repertório

A inserção da referência externa no texto segue três etapas estruturais:

  • Introdução: Apresentação objetiva do repertório nas linhas iniciais para contextualização temática.
  • Conexão com a realidade: Uso de conectivos de transição para articular o repertório ao problema central discutido.
  • Proposta de intervenção: Retomada do repertório inicial no fecho do texto para consolidação do planejamento textual.
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