Analfabetismo cai ao menor nível da história no Brasil; taxa fica abaixo de 5%
Índice recuou de 5,3% para 4,9% em um ano; Minas também avançou, e taxa caiu de 4,3% para 3,8%

A taxa de analfabetismo entre brasileiros com 15 anos ou mais caiu de 5,3% em 2024 para 4,9% em 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O Ministério da Educação (MEC) relaciona o avanço à ampliação de políticas voltadas à alfabetização e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), inseridas no Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA).
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde 2016, quando a série histórica iniciou, essa foi a primeira vez que o índice nacional fica abaixo de 5%. No primeiro ano, a taxa era de 6,7%.
No ano passado, mais de 2 milhões de estudantes estavam matriculados na Educação de Jovens e Adultos, distribuídos em quase 30 mil instituições públicas e privadas. A maior parte estava na rede pública, que quase a totalidade de matrículas do programa em 28 mil escolas.
A EJA é destinada a pessoas que não concluíram a educação básica na idade regular. Para o ensino fundamental, a modalidade atende pessoas a partir dos 15 anos. No ensino médio, o público é formado por pessoas com 18 anos ou mais. O cidadão nessa faixa etária que pretendem voltar ao ensino médio pode registrar o interesse em uma vaga pelo sistema do CadEJA, a partir disso seleciona a opção “Quero voltar a estudar” e informa os dados solicitados. Depois do cadastro, um operador entra em contato para orientar o usuário e indicar oportunidades de matrícula disponíveis na região.
Apesar da redução nas taxas, o Brasil ainda apresenta um cenário alto de pessoas que não sabem nem ler, nem escrever em 2025. Havia 8,4 milhões de pessoas na faixa etária do levamento que estavam dentro deste perfil.
Redução do analfabetismo nos Estados
Entre as cinco regiões brasileiras, o Nordeste apresentou a maior redução da taxa de analfabetismo em pontos percentuais. O índice passou de 11% em 2024 para 10,6% em 2025, queda de 0,5. Dos nove estados nordestinos, oito apresentaram redução na taxa no período de um ano. Pernambuco foi a única exceção, que manteve o mesmo índice da análise anterior e igualou o percentual a outros dois estados.
As maiores taxas do país na redução foram registradas em Alagoas e Piauí, ambos com 13%. Na sequência aparecem Paraíba (11,6%), Ceará (11%), Maranhão (10,9%), Sergipe (10%), Pernambuco (10%), Bahia (9,5%) e Rio Grande do Norte (9,3%).
A região também concentra mais da metade dos estudantes brasileiros matriculados na EJA. Em 2025, eram 1,2 milhão de matrículas em 16.901 instituições de ensino.
Apesar dos bons resultados, o Nordeste ainda tem um contexto muito destoante do restante do país. Do total de brasileiros com 15 anos ou mais que não sabiam ler nem escrever em 2025, cerca de 4,8 milhões estavam no Nordeste, o equivalente a pouco mais de 57%.
Minas Gerais ficou acima da média no Sudeste
Em Minas Gerais, a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu de 4,3% em 2024 para 3,8% em 2025. Foi a maior redução registrada entre os estados do Sudeste.
O estado também contabilizou 125.517 alunos matriculados na EJA em 2025, distribuídos por 1.937 instituições. Desse total, 118.527 estudantes estavam na rede pública.
Apesar do avanço, Minas continua com a maior taxa de analfabetismo da região, empatado com o Espírito Santo em 2025. Cerca de 652 mil mineiros com 15 anos ou mais não sabiam ler nem escrever. Também teve a menor pontuação desde o início da série histórica, em 2016.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.





