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Acusado de matar ex uma semana após fim do namoro em BH vai a júri popular; relembre o caso

Denisângela Teixeira Ribeiro, de 44 anos, foi morta no dia em que decidiu retomar o namoro com o suspeito, com quem viveu por 5 anos; homem teria ciúmes do amigo do filho da vítima

Denisângela tinha 44 anos

Denisângela tinha 44 anos

Reprodução/Redes sociais

O homem de 38 anos suspeito de matar a ex-namorada uma semana após o término do relacionamento em Belo Horizonte vai a júri popular. O crime foi cometido no dia 10 de fevereiro de 2023 na rua Norma Guilhermina, que fica no bairro Jardim Guanabara, na região de Venda Nova.

Denisângela Teixeira Ribeiro, de 44 anos, namorava há cerca de 5 anos com o suspeito e, de acordo com a denúncia, a relação era permeada por “atitudes abusivas, agressões físicas e psicológicas” do suspeito, que teria agredido a companheira várias vezes.

Uma semana antes do crime, o casal havia terminado o namoro. Porém, no dia 10 de fevereiro, uma sexta-feira, eles teriam decidido reatar o namoro. A mãe do suspeito contou aos policiais que o casal estava na casa dela fazendo um churrasco e que, em determinado momento, Denisângela decidiu chamar o filho e os amigos dele para a festa.

Durante o churrasco, a mulher teria estranhado uma ligação do companheiro e tomado o telefone da mão dele, questionando com quem ele estava conversando. O homem se irritou e tentou estrangulá-la com um “mata-leão”. A confusão foi apartada pelos convidados da festa. Pouco depois, Denisângela começou a falar com os amigos e familiares sobre as agressões que sofria. O suspeito teria se incomodado e passado a discutir com o filho da vítima e um amigo dele. Na sequência, o suspeito pegou uma faca, deu vários golpes no pescoço, tórax e pernas de Denisângela e fugiu. A mulher de 44 anos morreu no local.

O suspeito foi preso no início da tarde do dia seguinte, 11 de fevereiro, no bairro Olhos D’água, na região Oeste de Belo Horizonte. De acordo com a denúncia, o suspeito sentia ciúmes do carinho que a mulher tinha com o amigo do filho, que era tratado como “filho adotivo” dela. Segundo pessoas próximas, ele não aceitava o “afeto maternal” dado por ela.

Na decisão, o juiz Joaquim Morais Júnior determinou que o suspeito vá a júri popular por homicídio quadruplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e contra a mulher por razões do sexo feminino e em contexto de violência doméstica (feminicídio).

O suspeito segue preso desde o dia 11 de fevereiro e teve todos os pedidos de soltura negados pela Justiça. Nesta semana, ele chegou a entrar com um recurso para impedir que ele fosse a júri popular, mas voltou atrás.

Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
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