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Mulheres suspeitas de aplicar silicone industrial e matar travestis são presas em Belo Horizonte

Transexual e uma enfermeira que ajudava nos procedimentos foram presas pela Polícia Civil 

Investigação foi detalhada pela Polícia Civil nesta terça-feira (21)

Duas mulheres, de 22 e 38 anos, foram presas pela Polícia Civil (PCMG) por aplicar silicone industrial em travestis. O procedimento irregular era feito em um local clandestino e insalubre no bairro Coqueiros, na região Noroeste de Belo Horizonte. Conforme a PC, pelo menos uma travesti, de 36 anos, morreu no local após passar pelo procedimento. Os detalhes da investigação foram passados durante entrevista coletiva nesta terça-feira (21).

Em março, a vítima colocou dois litros de silicone industrial em cada nádega. No entanto, não gostou do resultado e voltou em abril para fazer novas aplicações, feitas por uma transexual. Foi quando teve uma embolia e morreu no local. À época, a suspeita informou no boletim de ocorrência que a vítima estaria apenas se recuperando, na casa dela, de um procedimento realizado no estado de Goiás.

A transexual e uma enfermeira, que ajudava nos procedimentos, foram presas temporariamente por 30 dias. Elas podem responder por homicídio qualificado, exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica. “Ambas possuem apenas o ensino médio e não têm qualificação ou curso em biomedicina”, explicou o delegado Hugo Arruda, titular da Delegacia Especializada de Homicídios Barreiro.

Na casa da transexual foram encontradas 60 seringas. Ela cobrava entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por aplicação. Conforme o delegado, o material aplicado “trata-se de um produto altamente tóxico, utilizado para limpeza de peças de avião, veículos, vedação de azulejo e impermeabilização de vidros, sem qualquer indicação para uso em seres humanos”.

Conforme a PC, a transexual seria responsável por comandar um esquema de aluguel de pontos de prostituição para travestis na região de Contagem. Ela tem passagem por homicídio e lesão corporal.

Outra vítima

A investigação da PC apontou, ainda, para outra morte: uma travesti de 33 anos que morreu no dia 1º de junho após receber aplicação de silicone industrial.

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