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Justiça concede liberdade provisória a motorista que esqueceu criança de dois anos dentro da van escolar

Além do motorista, sua esposa e auxiliar de transporte escolar, também recebeu o benefício com a obrigação de seguir algumas medidas cautelares

Apolo Gabriel Rodrigues, de dois anos, ficou mais de oito horas preso, dentro de uma van escolar.

Apolo Gabriel Rodrigues, de dois anos, ficou mais de oito horas preso, dentro de uma van escolar.

Divulgação

A Justiça de SP concedeu, nesta quarta-feira (15), liberdade provisória ao motorista Flávio Robson Benes, e a sua esposa, auxiliar de transporte escolar, Luciana Coelho Graft. O casal é acusado de homicídio doloso, pela morte do menino Apolo Gabriel Rodrigues, de apenas dois anos, que foi esquecido por eles dentro da van por mais de oito horas, na última terça-feira (14).

O casal passou nesta quarta-feira (15) por audiência de custódia onde foi concedido o benefício de liberdade provisória aos dois. Porém, Flávio e Luciana terão a obrigação de seguir algumas medidas cautelares:

  • Comparecimento obrigatório a todos os atos processuais para os quais forem intimados;

  • Comparecimento mensal em Juízo para informar e justificar suas atividades, bem como eventual atualização de endereço;

  • Manter o endereço atualizado junto à Vara competente (informando imediatamente eventual alteração);

  • Não ausentar-se da Comarca de residência por mais de oito dias sem prévia comunicação ao Juízo;

  • Recolhimento domiciliar no período noturno (das 22 horas às 6 horas) e nos dias de folga;

  • Não manter contato, por qualquer meio, inclusive virtual, com as testemunhas do processos e com familiares da vítima;

  • Suspensão imediata do exercício da atividade profissional de transporte escolar de crianças e adolescentes;

  • Suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor, devendo os indiciados entregarem a Carteira Nacional de Habilitação no prazo de 24 horas.

O descumprimento de alguma dessas medidas cautelares tem como pena a revogação do benefício de liberdade provisória e imediato recolhimento à prisão.

A reportagem tentou contato com a defesa do casal mas até o momento não teve resposta.

Entenda o caso

De acordo com informações, a vítima, Apolo Gabriel Rodrigues, entrou na van escolar ainda na manhã da última terça-feira (14), por volta das 7h, com destino a escola. Porém, Apolo nunca chegou ao seu destino.

Horas mais tarde, o motorista encontrou o menino, já sem vida, por volta das 16h20 e o levou ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, onde foi confirmada a morte da criança. A polícia suspeita que o calor tenha causado a morte da criança. Mas, a causa do óbito ainda será confirmada por laudos médicos.

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