Vírus no WhatsApp: Febraban diz que bancos possuem defesas robustas
Vírus Maverick assume o controle dos aparelhos para acessar aplicativos de bancos das vítimas

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse, nessa sexta-feira (17), que monitora ataques como o do vírus Maverick desde 2020, e que o sistema bancário possui um sistema de defesa robusto para defender os clientes. A federação também afirmou que as instituições financeiras devem investir quase R$ 48 bilhões em tecnologia e segurança da informação neste ano.
O vírus está sendo espalhado no WhatsApp Web nos últimos meses, com criminosos enviando arquivos compactados no formato “.zip”. Ao ser aberto, o documento infecta os aparelhos e dá controle completo dos dispositivos, permitindo realizando capturas de tela, monitoramento do acesso a sites, registro do que é digitado e até acesso a conta de WhatsApp das vítimas.
O alerta é de um estudo da Kaspersky, empresa especializada em cibersegurança, onde ressalta que o Maverick permite o acesso a um dos 26 bancos ou seis corretoras de criptomoedas monitoradas pelos criminosos. Segundo a empresa, foram registrados o bloqueio de mais de 62 mil tentativas de infecção do vírus no mês de outubro.
De acordo com a Febraban, os bancos possuem estruturas de monitoramento e utilizam o que há de mais moderno em termos de tecnologia e segurança da informação, como criptografia, autenticação biométrica, tokenização e análise de dados, em seus processos de prevenção de riscos.
“Estes processos são continuamente aprimorados, considerando os avanços tecnológicos e as mudanças no ambiente de riscos. Neste ano deverão investir quase R$ 48 bilhões em tecnologia e segurança da informação, por meio do monitoramento constante de suas respectivas infraestruturas, sendo que deste total 10% são voltados para a prevenção a fraudes segurança”, disse a entidade.
Como se proteger
Em nota enviada à Itatiaia, a Meta recomenda aos usuários que, independentemente do serviço de mensagens, só clique em links ou arquivos de pessoas conhecidas e de confiança. A empresa afirma que está trabalhando para tornar o WhatsApp mais seguro para a comunicação privada e, por isso, cria camadas de proteção que oferecem mais contexto sobre as conversas.
“A Meta incentiva os usuários a bloquear e denunciar mensagens suspeitas, ativar a verificação em duas etapas para maior segurança e nunca clicar em links nem baixar arquivos de pessoas desconhecidas”, disse a empresa dona do WhatsApp, que também recomenda “pausar, questionar e verificar”, antes de responder uma mensagem suspeita.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



