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Habitação avança em áreas centrais das capitais brasileiras

Mudanças urbanísticas ampliam projetos em regiões consolidadas, com mais acesso a transporte, serviços e infraestrutura

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Projetos em áreas centrais ampliam acesso a serviços e transporte e ajudam a redefinir o modelo de crescimento das cidades • MRV/Divulgação

Por que áreas centrais voltaram ao foco do mercado imobiliário?

As regiões centrais das grandes cidades brasileiras voltaram a ganhar protagonismo com a revisão de planos diretores e marcos urbanísticos. Essas mudanças têm permitido maior adensamento e viabilizado novos projetos habitacionais em áreas já estruturadas.

Segundo dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), esse movimento reflete uma mudança estrutural no padrão de ocupação urbana, especialmente em grandes capitais. Entre os fatores que impulsionam essa tendência estão:

  • Proximidade com transporte público
  • Maior acesso a serviços e empregos
  • Infraestrutura já consolidada
  • Redução de deslocamentos diários

O que mudou nas regras urbanísticas?

As alterações nos planos diretores têm sido decisivas para viabilizar esse novo ciclo de crescimento nas áreas centrais. Na prática, as principais mudanças incluem:

  • Aumento do potencial construtivo (até 5 a 8 vezes a área do terreno)
  • Redução de restrições para novos empreendimentos
  • Incentivos para habitação de interesse social
  • Estímulo ao adensamento urbano

Essas medidas permitem que projetos ganhem escala e se tornem economicamente viáveis em regiões antes pouco exploradas para esse tipo de moradia.

Como o mercado tem respondido a esse movimento?

O avanço já é visível em cidades como São Paulo, onde o crescimento de empreendimentos voltados à habitação acessível em áreas centrais se intensificou nos últimos anos. De acordo com o Secovi-SP:

  • O número de unidades do Minha Casa, Minha Vida no centro expandido cresceu 64 vezes em 10 anos
  • Saiu de cerca de 350 unidades em 2016 para aproximadamente 22,5 mil no período mais recente
  • O segmento passou de 5% para cerca de 40% dos lançamentos na região

Os dados mostram uma reconfiguração relevante na dinâmica imobiliária da capital.

Qual é a estratégia adotada pela MRV?

A MRV, maior construtora da América latina, tem direcionado sua atuação para acompanhar esse movimento de centralidade urbana. Atualmente, cerca de 60% das novas aquisições de terrenos estão em áreas consolidadas, incluindo regiões centrais de grandes capitais. Entre as cidades com projetos nesse perfil estão:

  • São Paulo
  • Belo Horizonte
  • Recife
  • Rio de Janeiro

Por que esse modelo é considerado estratégico?

Especialistas do setor apontam que o avanço da habitação em áreas centrais pode contribuir para cidades mais eficientes e equilibradas. 

“Estamos diante de uma mudança estrutural na forma de produzir habitação no Brasil. A possibilidade de desenvolver projetos em áreas mais bem localizadas permite atender uma demanda historicamente reprimida e contribuir para cidades com menos deslocamento e mais qualidade de vida”, diz Rafael Albuquerque, Diretor Executivo de Desenvolvimento Imobiliário da MRV&CO.

Entre os principais benefícios desse modelo estão:

  • Redução do tempo de deslocamento
  • Melhor aproveitamento da infraestrutura urbana
  • Maior integração com polos de emprego
  • Aumento da qualidade de vida

O que muda para o futuro das cidades?

O avanço desse modelo indica uma tendência de reocupação de áreas centrais e de desenvolvimento urbano mais sustentável. Isso representa:

  • Retomada de regiões já urbanizadas
  • Menor expansão periférica desordenada
  • Uso mais eficiente dos recursos urbanos
  • Fortalecimento do conceito de cidades compactas

Como resume o executivo da MRV&CO, “esse movimento inaugura um novo modelo de desenvolvimento urbano, baseado no conceito de centralidade e readensamento. A proposta é trazer a população de volta para regiões já dotadas de infraestrutura, próximas ao transporte público, aos serviços e a polos de emprego”.

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Erem Carla é jornalista com formação na Faculdade Dois de Julho, em Salvador. Ao longo da carreira, acumulou passagens por portais como Terra, Yahoo e Estadão. Tem experiência em coberturas de grandes eventos e passagens por diversas editorias, como entretenimento, saúde e política. Também trabalhou com assessoria de imprensa parlamentar e de órgãos de Saúde e Justiça. *Na Itatiaia, colabora com a editoria de Indústria e de GEO.