Trump diz que acordo com Otan pela Groenlândia envolve terras raras
Minerais críticos da ilha ártica estariam no centro do desejo do presidente dos Estados Unidos pelo controle do território

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o possível acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre a Groenlândia envolve direitos sobre minerais de terras raras. O republicano não especificou os termos do tratado preliminar, mas ressaltou que envolve uma defesa antimíssil e a exploração de minerais.
Segundo a CNN Internacional, a riqueza mineral do território autônomo da Dinamarca ajudou a colocar o território no topo da lista de prioridades de Trump. “Eles estarão envolvidos nos direitos minerais, e nós também”, disse o presidente dos EUA em entrevista à CNBC.
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Autoridades do governo Trump observam as riquezas subterrâneas da Groenlândia como uma forma de desafiar o domínio da China sobre os metais de terras raras, cruciais para uma série de produtos da indústria de defesa e tecnologia. Apesar de afirmar o interesse, o republicano minimizou o assunto durante seu discurso no Fórum Econômico de Davos, na Suiça, nessa quarta-feira (21).
“Não existe essa coisa de terra rara. Existe um processamento raro. Mas há tanta terra rara. E para chegar a essa terra rara, é preciso atravessar centenas de metros de gelo. Não é por isso que precisamos dela. Precisamos dela para a segurança nacional estratégica dos EUA e para a segurança internacional”, disse.
“Não sei exatamente o que contém o acordo sobre o meu país”, disse em entrevista coletiva em Nuuk, a capital deste território autônomo da Dinamarca. “Ninguém além da Groenlândia e da Dinamarca está autorizado a firmar acordos sobre a ilha e o Reino da Dinamarca”, completou.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.




