Itatiaia

FIEMG avalia corte da Selic como positivo, mas diz que juros ainda travam a indústria

Federação afirma que taxa de 14% ao ano continua limitando investimentos, crédito e geração de empregos no setor produtivo

Por
FIEMG
Sede da Fiemg em Belo Horizonte • Google Street View

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avaliou como positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14% ao ano. Apesar disso, a entidade afirma que o atual patamar dos juros ainda é elevado e continua limitando os investimentos, a produção e a geração de empregos na indústria.

O corte de 0,25 ponto percentual foi anunciado nesta quarta-feira (5) e representa a quarta redução consecutiva da Selic em 2026. A decisão era amplamente esperada pelo mercado financeiro, mas o Banco Central manteve um discurso cauteloso diante das incertezas sobre a inflação e o cenário fiscal. Para a FIEMG, embora o movimento seja um passo na direção correta, a taxa básica permanece em um nível restritivo para a atividade econômica.

"A estabilidade de preços é indispensável para o crescimento sustentável da economia. O processo precisa ocorrer com menor custo para a produção, os investimentos e o emprego, o que exige maior coordenação entre as políticas monetária e fiscal", afirmou o economista-chefe da entidade, João Gabriel Pio. Segundo a federação, a manutenção dos juros em patamar elevado dificulta o acesso ao crédito, desestimula novos investimentos e reduz a competitividade da indústria brasileira.

Na avaliação da entidade, a decisão do Copom reflete um cenário em que ainda persistem pressões inflacionárias, principalmente no setor de serviços, além de um mercado de trabalho aquecido e incertezas relacionadas às contas públicas. A FIEMG também defende que uma política fiscal mais equilibrada é essencial para abrir espaço a um ciclo mais consistente de redução dos juros. Para a entidade, medidas expansionistas e a ampliação de programas de crédito subsidiado, quando não acompanhadas por responsabilidade fiscal, reduzem a eficácia da política monetária e tornam o controle da inflação mais oneroso.

"Um ciclo mais consistente de queda dos juros depende de um ambiente macroeconômico mais equilibrado, com responsabilidade fiscal, previsibilidade e maior efetividade da política monetária. Esse conjunto de fatores amplia a confiança, favorece o investimento produtivo e fortalece a competitividade da indústria", destacou João Gabriel Pio.

A federação reforçou que o setor industrial precisa de um ambiente econômico estável, com inflação controlada, juros em trajetória sustentável de queda e condições favoráveis ao investimento para ampliar a capacidade produtiva, elevar a produtividade e estimular um crescimento econômico mais robusto.

Veja a nota na íntegra:

"FIEMG: corte da Selic para 14% é positivo, mas juros seguem elevados para impulsionar a indústria

Entidade destaca que política fiscal mais equilibrada é fundamental para ampliar o espaço para a redução sustentável da taxa básica de juros

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) considera positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic para 14,00% ao ano. No entanto, a entidade avalia que o corte ainda é insuficiente para mitigar os impactos prolongados dos juros elevados sobre a atividade produtiva, os investimentos e a geração de empregos.

Para a FIEMG, a manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado continua restringindo o acesso ao crédito, desestimulando novos investimentos e comprometendo a competitividade da indústria brasileira. "A estabilidade de preços é indispensável para o crescimento sustentável da economia. O processo precisa ocorrer com menor custo para a produção, os investimentos e o emprego, o que exige maior coordenação entre as políticas monetária e fiscal", afirma economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio.

Segundo a Federação, a decisão do Copom reflete um cenário em que ainda persistem pressões inflacionárias, sobretudo no setor de serviços, além de um mercado de trabalho aquecido e incertezas em relação ao quadro fiscal.

Na avaliação da entidade, o caráter expansionista da política fiscal e a ampliação de programas de crédito subsidiado, quando não acompanhados de um compromisso com o equilíbrio das contas públicas, reduzem a eficácia da política monetária e tornam o processo de controle da inflação mais custoso para a economia.

"Um ciclo mais consistente de queda dos juros depende de um ambiente macroeconômico mais equilibrado, com responsabilidade fiscal, previsibilidade e maior efetividade da política monetária. Esse conjunto de fatores amplia a confiança, favorece o investimento produtivo e fortalece a competitividade da indústria", destaca o economista.

A FIEMG reforça que a indústria precisa de um ambiente econômico estável, com inflação sob controle, juros em trajetória sustentável de redução e condições favoráveis ao investimento. Para a entidade, esse é o caminho para estimular a expansão da capacidade produtiva, elevar a produtividade e promover um crescimento econômico mais robusto e duradouro."

Por

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.

 

 

Belo Horizonte