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Secretário de Trump afirma que tarifaço pode voltar ao nível anterior

Tarifas que foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA podem retornar até o final de julho

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O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent • White House

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que as tarifas criadas pelo presidente Donald Trump podem ser restabelecidas aos níveis que vigoravam antes da Suprema Corte derrubá-las. A declaração foi dada durante o evento WSJ Opinion Live, em Washington, nessa terça-feira (14).

Segundo Bessent, as tarifas podem retornar aos patamares anteriores até julho. Para ele, a nova medida deve conferir mais previsibilidade, o que facilitará a tomada de decisões das lideranças empresariais e investidores.

“Tivemos um revés na Suprema Corte em relação à política tarifária, mas vamos implementar ou conduzir estudos com base na Seção 301, então as tarifas podem voltar a vigorar no nível anterior”, disse o secretário.

Em fevereiro, a Corte, de maioria conservadora, decidiu por seis votos a três que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) “não autoriza o presidente a impor tarifas” unilateralmente. O julgamento se arrastava desde o ano passado, quando um tribunal de apelação havia decretado a ilegalidade das sobretaxas.

O Departamento de Justiça então entrou com recurso contra a decisão da instância inferior, mas não teve sucesso. Com a derrota, os Estados Unidos tiveram que suspender as tarifas e criar novas por meio da Seção 301, dispositivo da lei de comércio que concede ao presidente norte-americano autoridade para impor tarifas após investigação.

No parecer da maioria, o juiz John Roberts afirmou que Trump reivindicou um "poder extraordinário". "Considerando a amplitude, o histórico e o contexto constitucional dessa autoridade reivindicada, ele deve identificar uma autorização clara do Congresso para exercê-la", disse.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.