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Quaest: mais de 70% dos brasileiros dizem ter dívidas

Endividamento é a principal preocupação do governo Lula, que prepara um pacote de medidas para mitigar o problema

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Recursos serão pagos no dia 27 de abril
Grande parte dos brasileiros afirmam ter algum tipo de dívida • MArcello Casal Jr/Agência Bras

A pesquisa Genial/Quaest desta quarta-feira (15) revela que 72% dos brasileiros afirmam estar endividados. O levantamento mostra que 29% dos entrevistados afirmam ter “muitas dívidas”, enquanto outros 43% possuem poucas dívidas.

Nesse recorte, apenas 28% dos entrevistados disseram que não possuem dívidas. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril, com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos e o nível de confiança de 95%. O levantamento é registrado no TSE sob o número BR-09285/2026.

O endividamento é um dos principais pontos de preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua campanha de reeleição. Para ajudar a mitigar o problema, a equipe econômica do governo prepara um pacote de medidas emergenciais para tentar levar alívio às famílias brasileiras.

Entre as medidas do pacote, o governo deve liberar o saque de até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os brasileiros quitarem suas dívidas, com um impacto de até R$ 7 bilhões. O Palácio do Planalto também trabalha com a possibilidade de uma negociação direta com bancos usando o Fundo de Garantia de Operações (FGO), no molde do programa Desenrola.

Ainda segundo a Quaest, 70% dos entrevistados acreditam que o governo federal deve ter programas que ajudem famílias endividadas. Outros 24% disseram ser contra a medida, e 6% não sabem.

A expectativa é de que o programa seja lançado quando Lula voltar da sua viagem à Europa, no final de abril. O petista vai cumprir agendas na Espanha, Alemanha e Portugal entre os dias 17 e 21 deste mês.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.