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Parlamento Europeu suspende acordo comercial com os EUA em resposta às ameaças de Trump

Escalada na tensão entre União Europeia e Estados Unidos, aliados históricos, ocorre há poucos dias de encontro de Trump com líderes europeus

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Parte da União Europeia defende medidas de proteção ao agronegócio local
Parte da União Europeia defende medidas de proteção ao agronegócio local

O Parlamento Europeu suspendeu, nesta terça-feira (20), a votação da ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos, em meio a uma onda de ameaças do presidente Donald Trump de impor tarifas aos países que defenderem a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

Segundo fontes ouvidas pela AFP, existe um “consenso majoritário” entre os grupos políticos para congelar o acordo comercial alcançado no ano passado, em meio a primeira onda de tarifas da Casa Branca. A medida é uma escalada na tensão entre os Estados Unidos e a União Europeia, aliados históricos desde a criação do bloco.

No início da semana, Trump disse que pretende aplicar uma tarifa de 10% contra Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, caso se oponham ao plano dos EUA de comprar a Groenlândia. A sobretaxa deve entrar em vigor a partir de 1º de fevereiro, enquanto as taxas podem ser aumentadas para 25% em junho.

Mais cedo, Trump publicou uma imagem cravando uma bandeira dos EUA na ilha dinamarquesa, classificando ela como território norte-americano. O republicano afirma que se não tomar posse do território, ele pode ser ocupado pela Rússia e pela China, usando o argumento para alegar questões de segurança nacional e mundial.

O presidente também afirmou ter concordado com uma reunião com líderes europeus em Davos, na Suíça, durante sua participação no Fórum Econômico Mundial. No evento, o presidente da França, Emmanuel Macron, criticou a política externa dos EUA.

“A Europa tem ferramentas muito fortes agora, e temos que usá-las quando não somos respeitados e quando as regras do jogo não são respeitadas. O mecanismo anti-coerção (da União Europeia) é um instrumento poderoso, e não devemos hesitar em utilizá-lo no ambiente difícil de hoje”, disse.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.