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Imposto de Renda: Receita bate recorde e devolve mais de R$ 41 bilhões em restituições

Uma novidade implementada neste ano foi o 'cashback' do Imposto de Renda, um mecanismo que permite a devolução de valores a pessoas que não necessariamente precisam apresentar a declaração anual

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Prazo acaba no dia 29 de maio
Imposto de Renda • Bruno Peres/Agência Brasil

A Receita Federal restituiu mais de R$ 41 bilhões a 25,9 milhões de contribuintes em 2026, marcando um recorde no volume de recursos devolvidos por meio do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo órgão, que também destacou o pagamento em prazo recorde.

Cerca de 80% dos contribuintes contemplados receberam os valores em até um mês após o encerramento do prazo para a entrega das declarações, o que também representou um tempo recorde.

Uma novidade implementada neste ano foi o "cashback" do Imposto de Renda, um mecanismo que permite a devolução de valores a pessoas que não necessariamente precisam apresentar a declaração anual. Saiba mais sobre o mecanismo de devolução de valores.

O Fisco informou que foram restituídos R$ 460 milhões a 3,4 milhões de pessoas que não haviam apresentado a declaração do Imposto de Renda no ano anterior. Veja como será a restituição automática do Imposto de Renda.

Além disso, a Receita Federal começou a enviar cartas a cerca de 500 mil contribuintes para que regularizem pendências simples em suas declarações. Este grupo representa aproximadamente 1,25% dos mais de 40 milhões de brasileiros que apresentaram a declaração neste ano.

Segundo o órgão, esses contribuintes podem ter valores a receber, mas precisam corrigir inconsistências para a liberação das restituições. Essa ação integra o chamado Projeto Cartas, que visa orientar os cidadãos sobre a possibilidade de regularização espontânea de informações prestadas ao Fisco. Entenda quem tem direito e como receber.

A Receita enfatiza que o envio das correspondências não configura a abertura de procedimentos de fiscalização, aplicação de multas ou autuação dos contribuintes.

O órgão ainda salientou que a Lei Complementar nº 225, de 2026, garante o direito à orientação antes de qualquer atividade fiscalizatória.

Para a Receita Federal, essa legislação fortalece a prioridade da orientação aos contribuintes e da correção voluntária de pendências na relação entre cidadãos e a administração tributária.

O Fisco garantiu que a iniciativa do envio de cartas terá prosseguimento, permitindo que os contribuintes resolvam inconsistências e acessem eventuais restituições pendentes.

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