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Habite-se e registro de imóvel: entenda a diferença na documentação imobiliária

Entenda para que serve cada documento, como funciona a regularização e por que eles são essenciais para garantir a segurança jurídica do imóvel

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Habite-se e registro possuem funções diferentes, mas são essenciais para garantir a regularização e a segurança jurídica de um imóvel • Freepik

Ao comprar, vender ou regularizar um imóvel, é comum encontrar termos que parecem semelhantes, mas têm funções diferentes dentro do processo imobiliário. Entre os mais importantes estão o Habite-se e o registro do imóvel.

A MRV, maior construtora da América Latina, afirma que entender essas etapas ajuda a evitar problemas futuros relacionados à propriedade, financiamento e transferência do bem.

A construtora ainda destaca que manter toda a documentação regularizada é fundamental para garantir segurança jurídica ao proprietário e facilitar negociações futuras.

O que é o Habite-se?

O Habite-se, também chamado de Carta de Habite-se, é um documento emitido pela prefeitura após a conclusão da obra.

Ele comprova que a construção foi realizada de acordo com as normas municipais e que está apta para ser ocupada, seja para uso residencial, comercial ou industrial.

Na prática, o documento funciona como uma autorização oficial para utilização do imóvel. O Habite-se serve para:

  • Comprovar a legalidade da construção;
  • Autorizar a ocupação do imóvel;
  • Permitir a ligação de serviços como água, energia e gás;
  • Viabilizar financiamentos imobiliários;
  • Garantir maior segurança jurídica ao comprador.

Antes da emissão do documento, um fiscal da prefeitura realiza uma vistoria no empreendimento para confirmar que a obra foi concluída conforme o projeto aprovado.

O que é o registro do imóvel?

O registro do imóvel, também chamado de matrícula, é o documento que reúne todo o histórico jurídico da propriedade. Ele é emitido pelo Cartório de Registro de Imóveis e funciona como certidão oficial do bem.

É nesse documento que ficam registradas informações como:

  • Área do imóvel;
  • Localização;
  • Número do lote e quadra;
  • Nome dos proprietários;
  • Estado civil dos donos;
  • Existência de construções;
  • Financiamentos;
  • Heranças;
  • Alterações estruturais.

A matrícula é o principal documento que comprova oficialmente a propriedade do imóvel.

Qual a diferença entre Habite-se e registro do imóvel?

Embora os dois documentos sejam essenciais, eles têm funções completamente diferentes.

O Habite-se comprova que a construção pode ser ocupada legalmente. Já o registro do imóvel comprova quem é o proprietário do bem e reúne todo o histórico da propriedade.

Habite-se

  • Emitido pela prefeitura;
  • Comprova a regularidade da obra;
  • Autoriza a ocupação do imóvel.

Registro do imóvel

  • Emitido pelo Cartório de Registro de Imóveis;
  • Formaliza a propriedade;
  • Reúne todas as informações jurídicas do imóvel.

Ter apenas um dos documentos não garante a regularização completa da propriedade.

Como funciona a regularização de um imóvel?

A regularização imobiliária envolve diferentes etapas administrativas e jurídicas. Segundo especialistas do mercado, o processo normalmente segue esta ordem:

1. Entrada no Cartório de Registro de Imóveis

O primeiro passo é apresentar o contrato de compra e venda para iniciar o processo documental. Esse documento serve como base para emissão da escritura e da matrícula.

2. Solicitação do alvará ou Habite-se

Após a construção, é necessário obter a regularização municipal junto à prefeitura. No caso de imóveis concluídos, o Habite-se comprova que a obra está apta para ocupação.

3. Emissão das certidões negativas

A Certidão Negativa de Débitos (CND) ajuda a comprovar que não existem pendências financeiras relacionadas ao imóvel ou ao proprietário.

4. Averbação da construção

Por fim, todas as informações da edificação precisam ser incluídas oficialmente na matrícula do imóvel. Essa etapa consolida a regularização da propriedade.

Por que esses documentos são importantes?

A ausência de documentação regularizada pode gerar dificuldades em situações como:

  • Venda do imóvel;
  • Transferência para herdeiros;
  • Financiamentos;
  • Inventários;
  • Partilhas;
  • Regularização perante órgãos públicos.

Além disso, imóveis com documentação completa costumam ter maior facilidade de negociação e valorização no mercado.

A MRV reforça que acompanhar todas as etapas documentais desde a compra do imóvel ajuda o proprietário a evitar transtornos futuros e garante mais segurança durante todo o processo imobiliário.

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Erem Carla é jornalista com formação na Faculdade Dois de Julho, em Salvador. Ao longo da carreira, acumulou passagens por portais como Terra, Yahoo e Estadão. Tem experiência em coberturas de grandes eventos e passagens por diversas editorias, como entretenimento, saúde e política. Também trabalhou com assessoria de imprensa parlamentar e de órgãos de Saúde e Justiça. *Na Itatiaia, colabora com a editoria de Indústria e de GEO.