Gigante dos supermercados do Brasil se posiciona sobre demissões em massa e fechamentos
Corte representou uma redução de 13,9% de sua força de trabalho, concentrada em seis estados

O Grupo Mateus, que ocupa a terceira posição entre as maiores varejistas do Brasil, promoveu uma reestruturação que resultou na demissão de 6,6 mil colaboradores e no fechamento de 28 lojas em 2025. O corte representou uma redução de 13,9% de sua força de trabalho, concentrada em seis estados das regiões Norte e Nordeste: Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Sergipe e Pará.
A companhia justificou as medidas como fundamentais para realizar "ajustes operacionais em toda a rede" e destacou, ao Valor Econômico, que a decisão foi baseada em critérios técnicos e estratégicos, conforme detalhado pela empresa:
Busca por eficiência: o objetivo central foi adequar as estruturas da empresa para capturar ganhos de eficiência e otimizar processos internos.
Análises de desempenho (benchmarks): o grupo realizou estudos históricos e comparações internas entre suas unidades, formatos de loja, fornecedores e contratos.
Correção de distorções: essas análises permitiram à gestão identificar falhas e oportunidades de melhoria que tivessem um impacto financeiro positivo e mensurável para o negócio.
A movimentação ocorre em um contexto de grande escala para a rede, que se expandiu a partir de uma pequena mercearia fundada em 1986 por Ilson Mateus Rodrigues, evoluindo para um complexo de atacado e hipermercados que hoje só fica atrás do Carrefour e do Assaí no ranking nacional.
A trajetória da rede está ligada à história de seu fundador, Ilson Mateus Rodrigues, que hoje tem 63 anos. Antes de se tornar um empresário de sucesso, Rodrigues teve uma origem humilde e chegou a trabalhar como garimpeiro em Serra Pelada, no Pará.
O negócio começou em 1986, com uma pequena mercearia na cidade de Balsas (MA), onde ele vendia produtos como cachaça. A estratégia que impulsionou o crescimento foi a compra de mercadorias a prazo para revenda à vista, o que permitiu uma rápida capitalização. Com o passar dos anos, o empreendimento evoluiu de uma simples mercearia para um complexo que inclui supermercados, atacado e hipermercados, consolidando-se como uma das maiores forças do varejo regional.
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