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Trunfo do Brasil na disputa global, Nióbio atrai interesse da China; entenda

País asiático controla cerca de 30% da produção do metal no Brasil e investe na exploração mineral brasileira para abastecer sua indústria

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China controla cerca de 30% das produção de Nióbio no Brasil
Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, do inglês) apontam que a China controla cerca de 30% da produção de nióbio no Brasil • Reprodução | Youtube Itatiaia

O Brasil responde por cerca de 95% da produção global de nióbio, metal obtido de um mineral crítico abundante no país. Utilizado para aumentar a resistência de ligas metálicas, o material é estratégico para a indústria e desperta o interesse de grandes economias, como a China.

Em pequenas quantidades, o nióbio pode conferir ao aço maior resistência à corrosão e a temperaturas extremas. Nos últimos anos, empresas chinesas têm ampliado sua presença no setor mineral brasileiro, com a aquisição de minas e produtoras do metal. Parte do interesse está relacionada à possibilidade de abastecer a indústria chinesa, que agrega valor aos recursos minerais por meio da fabricação de produtos de maior complexidade tecnológica.

Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, do inglês) apontam que a China controla cerca de 30% da produção de nióbio no Brasil. O país também tem participação relevante na produção de outros minerais, como níquel, estanho e cobre.

Jônatas Carneiro, pesquisador em geociências e coordenador executivo do Serviço Geológico do Brasil (SGB), explica que, embora a mineração brasileira domine o uso do nióbio, empresas chinesas também atuam na exploração do recurso no país.

“Quando falamos de um mercado que está vindo atrás do nióbio brasileiro, isso acontece, mas acontece vindo atrás das aplicações desse nióbio. Outras mineradoras que têm crescido a produção mineral, como aqui em Catalão, em Goiás, onde eu estou, a gente está falando agora de uma empresa chinesa. Então, estamos vendo o solo brasileiro, a partir de uma empresa chinesa, sendo explorado para a produção também de nióbio”, afirma.

Para Caíque Souza, pesquisador da Fundação Dom Cabral (FDC), um dos principais motivos do interesse chinês é o investimento industrial realizado pelo país há décadas. A expansão da fabricação de equipamentos tecnológicos, como carros elétricos, além do desenvolvimento de setores como inteligência artificial e eletroeletrônicos, amplia a demanda por minerais utilizados nessas atividades.

“Então, a China, em específico, por ela ter esse parque industrial bem desenvolvido e muito mais desenvolvido do que o restante do mundo, ela tem uma demanda muito maior por minérios do que ela tem capacidade de produzir no seu setor mineral. Então, a busca da China nos últimos anos nos países do Sudeste Asiático, como a Indonésia, Vietnã, Malásia, e na África e também na América Latina, em especial Brasil, Chile, Argentina, Bolívia também, tem sido pela busca de novas fontes de minerais para abastecer a sua indústria”, explica.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

 

 

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