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Saiba quais são os fatores que podem ampliar o acesso do Brasil ao mercado global de minerais

Relatório do IBRAM aponta Powershoring, Certificado Mineral de Baixo Carbono e diplomacia mineral como vantagens competitivas do país

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Complexo de mineração de Lítio em Minas
Complexo de mineração de Lítio em Minas • Alexandre Netto | ALMG

O Brasil apresenta três vantagens que podem ampliar sua inserção no mercado global de minerais: a disponibilidade de energia de fontes renováveis, a possibilidade de certificar a produção mineral de baixo carbono e a atuação diplomática para fortalecer relações comerciais. Os fatores são destacados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) como diferenciais do país no comércio internacional.

As informações estão no relatório Estratégias para as Cadeias de Minerais Críticos no Brasil, produzido pelo IBRAM em parceria com o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM). O estudo apresenta estratégias para estruturar as cadeias de valor dos minerais críticos e estratégicos e aponta características que podem favorecer a participação brasileira no mercado internacional.

Powershoring

Com mais de 85% da matriz elétrica proveniente de fontes renováveis, o Brasil tem como diferencial a possibilidade de atrair indústrias que consomem muita energia e produzir minerais com baixa pegada de carbono. Também é chamado de Powershoring e está relacionado à busca de empresas por locais com disponibilidade de energia limpa para suas atividades.

Certificado Mineral de Baixo Carbono

Outra frente apontada pelo relatório é o Certificado Mineral de Baixo Carbono (CMBC), mecanismo criado para atestar a sustentabilidade dos processos minerais nacionais. A certificação pode facilitar o acesso dos minerais brasileiros a mercados que valorizam produtos de menor impacto ambiental, além de abrir espaço para financiamentos sustentáveis internacionais.

Diplomacia mineral

A diplomacia mineral, também associada ao conceito de Friendshoring, envolve a atuação estratégica do Brasil no comércio internacional para se posicionar como um parceiro seguro e confiável. O método busca aproximar o país de potências globais interessadas em diversificar e descentralizar suas cadeias de suprimentos.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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