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Ibram apresenta propostas para mineração aos candidatos à Presidência

Medidas para 2027 a 2030 incluem ampliação do mapeamento geológico, incentivo a minerais estratégicos, mudanças no licenciamento e combate à mineração ilegal

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Ibram sugere a criação de um ecossistema voltado à pesquisa mineral, com participação de capital de risco e incentivos tributários transferíveis • Reprodução | Youtube Itatiaia

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) divulgou aos candidatos à Presidência da República uma série de propostas para o setor mineral no período de 2027 a 2030. As medidas envolvem pesquisa mineral, exploração de minerais críticos e estratégicos, licenciamento ambiental, infraestrutura, tributação e combate à mineração ilegal.

Entre as prioridades está a ampliação do mapeamento geológico do território brasileiro. Segundo o Ibram, apenas 28% do país possui atualmente mapeamento em escala considerada adequada. A entidade sugere ampliar os levantamentos na escala 1:50.000 e criar mecanismos para atrair investimentos privados para a pesquisa mineral.

Para estimular o financiamento de novos projetos, o Ibram sugere a criação de um ecossistema voltado à pesquisa mineral, com participação de capital de risco e incentivos tributários transferíveis. A referência é o modelo canadense conhecido como Flow-Through Shares, utilizado para estimular investimentos em atividades de exploração mineral.

A entidade também aponta medidas para ampliar a participação brasileira nas cadeias ligadas à transição energética e às novas tecnologias. Entre elas estão a definição de segmentos prioritários na política industrial, o incentivo a Parcerias Público-Privadas (PPPs) e a criação de um plano diretor de infraestrutura para transportes e energia.

As mudanças sugeridas também passam pela tributação e pela legislação trabalhista. Entre elas estão a retirada da incidência do Imposto Seletivo sobre a mineração, a atualização das regras relacionadas à jornada de trabalho em atividades no subsolo e a vinculação de incentivos fiscais a investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Licenciamento e Agência Nacional de Mineração

A Agência Nacional de Mineração (ANM) aparece entre os pontos de atenção. A proposta é garantir orçamento e ampliar o quadro técnico da agência, além de estabelecer prazos para a análise de requerimentos e um cronograma para reduzir o estoque de áreas pendentes.

Na área ambiental, a agenda inclui a regulamentação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental e a padronização de procedimentos entre União, estados e municípios. Também estão previstas atualizações em regras específicas, como as relacionadas à proteção de cavidades naturais.

As relações com comunidades tradicionais também são abordadas. O Ibram aponta a necessidade de regulamentar procedimentos para consultas prévias e informadas e estabelecer critérios para a participação dessas comunidades em projetos de mineração.

Mineração ilegal

O combate à mineração ilegal é outro eixo das propostas. Uma das medidas é integrar mecanismos de inteligência financeira às forças de segurança para atingir a estrutura econômica das atividades ilegais, especialmente na Amazônia e em áreas de fronteira.

Ao mesmo tempo, a agenda prevê políticas de formalização para permitir que garimpeiros migrem para modelos de pequenas empresas de mineração, desde que atendam a critérios ambientais e sociais.

A mineração regularizada também é apresentada como uma possível ferramenta de proteção territorial, com monitoramento de invasões e recuperação de áreas degradadas por meio de incentivos econômicos.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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