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Eloos: CNT aponta que 65% das rodovias de Minas têm problemas

Pesquisa avaliou pavimento, sinalização e geometria das vias e aponta cenário preocupante nas rodovias do estado

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Fernanda Rezende, diretora-executiva da CNT, durante evento Eloos Cidades • Uarlen Valério/Itatiaia

Mais de 60% das rodovias brasileiras apresentam algum tipo de problema, segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Os dados são da Pesquisa CNT de Rodovias, que avalia anualmente a qualidade das estradas no país. De acordo com a entidade, foram analisados mais de 14 mil quilômetros da malha pavimentada, incluindo rodovias federais, estaduais e concedidas à iniciativa privada.

“O nosso resultado foi de que 62% da nossa malha foi classificado como regular, ruim ou péssimo, ou seja, tem algum problema no pavimento, na sinalização ou na geometria da via”, afirmou a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, nesta segunda-feira (23), durante o Eloos Itatiaia.

 

 

 O encontro, que reúne autoridades de várias partes do país, é realizado no Cine Theatro Brasil, no Centro de Belo Horizonte. Ela integrou a mesa “Infraestrutura que move o Brasil: desafios que persistem”, ao lado de Guilherme Sampaio, diretor-geral da ANTT; Marília Melo, presidente da Copasa; João Marcelo, prefeito de Nova Lima; e Marco Aurélio de Barcelos, diretor da ABCR.

A pesquisa também aponta diferença significativa entre os tipos de gestão. Nas rodovias sob responsabilidade do poder público, o cenário é ainda mais crítico. “Quando a gente olha para gestão pública, esse resultado é da ordem de 72% regular, ruim e péssimo. E o inverso ocorre nas concedidas, onde 28% foram classificados como ótimo ou bom”, explicou.

Situação em Minas Gerais

Em Minas Gerais, o cenário segue a tendência nacional, com a maior parte das rodovias apresentando problemas. “Em Minas, cerca de 65% das rodovias foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas”, afirmou.

Ainda segundo a CNT, a gestão estadual apresenta desempenho inferior ao da federal. “A gestão estadual acaba sendo um pouco pior do que a gestão federal. O governo federal ainda consegue dar um aporte maior do que o governo estadual.”

Investimento combinado

Diante do cenário, a principal saída apontada pela entidade é a combinação entre investimentos públicos e privados.

“Mas a melhor solução que a gente tem é sempre investir e investir com essa complementaridade, tanto o público como o privado”, concluiu.

O evento é transmitido ao vivo no YouTube da Rádio de Minas, com cobertura completa no portal e entradas na CNN Brasil.

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