Brasil reforça protagonismo na exportação de alimentos
Produção robusta impulsiona vendas externas de produtos básicos e amplia presença global

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimentos básicos, como açúcar, milho, soja, café e carnes, o que fortalece sua posição no mercado internacional. Além disso, o país consolidou-se também como grande exportador de commodities, produtos primários que são industrializados e ganham maior valor agregado no exterior.
A produção agropecuária brasileira é suficiente para alimentar cerca de 900 milhões de pessoas, volume equivalente a quase cinco vezes a população nacional. O país lidera globalmente a produção e exportação de açúcar, café, suco de laranja e soja em grão, além de ocupar a primeira posição nas exportações de carne bovina, de frango e algodão.
De acordo com levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária, com dados entre 2024 e 2026, o setor mantém desempenho robusto. O presidente do Sistema FAEMG SENAR e vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio de Salvo, destaca a relevância da produção nacional no cenário internacional, especialmente na relação com a China.
“A China cresceu com aumento de renda e consumo, em parte porque havia oferta de alimentos. E o Brasil teve papel importante nesse processo”, afirma.
Segundo Salvo, o Brasil exporta para o mercado chinês produtos como celulose, carnes (bovina e de frango), ovos e soja. Ele ressalta ainda que o fornecimento de alimentos contribuiu para a expansão da classe consumidora no país asiático.
“Nós possibilitamos o acesso à alimentação para uma população que passou por um processo intenso de industrialização e aumento de renda. Com maior poder aquisitivo, cresce também a demanda por alimentos, e o Brasil tem papel estratégico nesse abastecimento. Por isso, é tão importante que a população conheça e valorize o papel do agro”, explica.

Com o aumento da demanda global, a carne brasileira tem conquistado novos mercados. O presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados no Estado de Minas Gerais (SindusCarne), Pedro Braga, destaca o reconhecimento internacional da qualidade do produto.
“A carne brasileira é bem aceita no exterior. Ampliamos nossa presença em mercados como o Oriente Médio, além de México e Rússia. Mudanças no comércio internacional, como tarifas impostas por outros países, também abriram oportunidades para redirecionar a produção”, afirma.
Braga acrescenta que o Ministério da Agricultura, em parceria com frigoríficos, tem atuado na habilitação de novas plantas e na abertura de mercados, estratégia considerada essencial para a expansão das exportações. Ele também menciona desafios recentes, como restrições impostas pela China, que exigem adaptação do setor para diversificar destinos e manter o crescimento.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.
