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Como a escala e a industrialização da MRV tornam o imóvel mais acessível

Padronização de projetos, uso mais eficiente de materiais e tecnologias aplicadas à construção ajudam a aumentar a produtividade e viabilizar imóveis com boa relação entre preço e qualidade

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Padronização de projetos, tecnologia e uso racional de materiais são algumas das estratégias utilizadas pela MRV para aumentar a eficiência da construção e contribuir para a oferta de imóveis mais acessíveis
Padronização de projetos, tecnologia e uso racional de materiais são algumas das estratégias utilizadas pela MRV para aumentar a eficiência da construção e contribuir para a oferta de imóveis mais acessíveis • Leo Drumond / NITRO

Quando uma construtora produz imóveis em grande escala, ganhos de eficiência podem fazer diferença no custo final. É a partir dessa lógica que a MRV, maior construtora da América Latina, trabalha para tornar a produção mais eficiente e ampliar o acesso à casa própria.

Com padronização, tecnologia, planejamento e acompanhamento da qualidade, o objetivo é encontrar maneiras mais eficientes de projetar e construir, reduzindo desperdícios, tempo e custos de produção sem retirar do imóvel características importantes para o cliente.

Como a produção em escala ajuda a reduzir custos?

Construir muitos imóveis permite identificar oportunidades de melhoria que podem ser aplicadas em diferentes projetos. Um processo que economiza material, reduz etapas ou facilita a execução pode gerar ganhos quando utilizado de forma recorrente.

Na MRV, a busca por eficiência está associada à otimização do portfólio de produtos e das plantas e à racionalização do uso de materiais. O Relatório Anual de Sustentabilidade 2025 (RAS) afirma que a análise de tempo, materiais, mão de obra e práticas construtivas permite melhorar a oferta e reduzir custos sem perda de valor para o cliente.

É essa lógica que está por trás do ganho de escala: em vez de tratar cada obra como um processo completamente isolado, a construtora pode aproveitar aprendizados, soluções e componentes desenvolvidos ao longo de diferentes projetos.

O que significa industrializar a construção?

Na construção civil, o conceito de industrialização envolve aplicar métodos e práticas que tornam determinadas etapas mais previsíveis, padronizadas e eficientes.

Um exemplo adotado pela MRV é a gradual padronização de elementos construtivos. A proposta é consolidar um catálogo de peças e kits que possam ser combinados e adaptados às características de cada terreno, região e imóvel, agilizando processos e racionalizando custos

A padronização não elimina a necessidade de adaptar os projetos. A proposta descrita no RAS 2025 MRV&CO aponta a combinação de componentes padronizados com as particularidades de cada local. Isso permite aproveitar soluções já desenvolvidas em soluções adequadas às características e exigências de cada situação.

Onde entram tecnologia e planejamento?

A tecnologia também ajuda a antecipar problemas e tomar decisões antes que eles cheguem ao canteiro.

A MRV utiliza, por exemplo, o Building Information Modeling (BIM), que permite criar modelos virtuais dos projetos e analisar aspectos técnicos, terrenos e possibilidades de execução. Segundo o RAS 2025 MRV&CO, a ferramenta facilita a identificação e ajuste de eventuais falhas de projeto de forma ágil e apoia o processo produtivo, além de contribuir para a padronização de elementos construtivos.

A organização também pesquisa e aplica métodos construtivos como construção modular e off-site, além de acompanhar continuamente o desempenho de materiais. Entre os critérios analisados estão: desempenho estrutural, desempenho técnico, durabilidade e impacto ambiental.

Quanto mais etapas podem ser planejadas e controladas, menor a necessidade de corrigir erros ou desperdiçar recursos durante a execução.

Reduzir custos significa perder qualidade?

Não. A relação entre eficiência e qualidade depende de como a redução de custos é feita.

Na MRV, a busca por eficiência é apresentada como parte do desenvolvimento do produto, e não como uma substituição automática de materiais ou soluções por alternativas de menor custo. O RAS 2025 MRV&CO cita, por exemplo, a análise contínua de concreto e aço considerando desempenho e durabilidade, além da adoção de novos métodos construtivos.

Como isso chega ao preço do imóvel?

O preço de um imóvel é resultado de diversos componentes, como terreno, materiais, mão de obra, projetos, infraestrutura, impostos, custos financeiros e despesas relacionadas à comercialização. Por isso, não é possível atribuir o preço final a um único fator.

O que a escala e a industrialização podem fazer é contribuir para tornar a produção mais eficiente. Quando uma solução reduz o uso de materiais, facilita a execução, diminui retrabalho ou permite aproveitar componentes já desenvolvidos, há potencial para reduzir custos dentro do processo construtivo.

Na MRV, essa busca é descrita como parte de uma estratégia de affordability, ou seja, da acessibilidade econômica dos produtos oferecidos pela construtora. A maior viabilidade econômica das soluções habitacionais é um dos objetivos da inovação; nesse sentido, a otimização de produtos, plantas e materiais está diretamente relacionada à eficiência na produção.

O que isso representa para quem compra um imóvel?

Para o consumidor, o resultado dessa estratégia pode ser resumido em uma ideia: eficiência na construção pode ajudar a equilibrar melhor preço e qualidade.

Em vez de depender apenas da redução de itens oferecidos, uma construtora pode buscar ganhos em planejamento, materiais, projetos, tecnologia e métodos construtivos. Na MRV, essas iniciativas fazem parte de uma estratégia voltada à viabilidade econômica dos imóveis e à manutenção de atributos considerados relevantes para quem compra a casa própria.

Por isso, quando se fala em imóvel acessível, a análise não precisa ficar restrita ao preço anunciado. Também vale entender como a construtora produz, quais processos utiliza e de que maneira a escala pode contribuir para tornar essa produção mais eficiente.

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Erem Carla é jornalista com formação na Faculdade Dois de Julho, em Salvador. Ao longo da carreira, acumulou passagens por portais como Terra, Yahoo e Estadão. Tem experiência em coberturas de grandes eventos e passagens por diversas editorias, como entretenimento, saúde e política. Também trabalhou com assessoria de imprensa parlamentar e de órgãos de Saúde e Justiça. *Na Itatiaia, colabora com a editoria de Indústria e de GEO.

 

 

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