Custo mensal também conta: como o projeto do condomínio influencia o valor que você paga todo mês
Além da parcela do imóvel, despesas com áreas comuns, funcionários, consumo e manutenção entram no orçamento e devem ser consideradas antes da compra

O custo mensal de morar em um condomínio inclui a taxa paga para manter em funcionamento as áreas e serviços compartilhados, o que torna importante observar como o condomínio foi projetado antes de tomar uma decisão.
A taxa condominial reúne despesas como salários e encargos de funcionários, consumo de água, energia e gás das áreas comuns, limpeza, conservação, manutenção de equipamentos e serviços administrativos. Por isso, o desenho do condomínio e a quantidade de unidades que participam do rateio podem influenciar a composição desse valor.
Como o tamanho do condomínio influencia o custo?
As despesas das áreas comuns são compartilhadas entre os moradores, de acordo com as regras estabelecidas na convenção do condomínio. Pela legislação, a contribuição normalmente considera a fração ideal de cada unidade, salvo disposição diferente na convenção.
Isso significa que o número de unidades é um dos elementos que deve ser observado ao analisar a taxa. Um condomínio com mais apartamentos pode distribuir determinadas despesas fixas entre um número maior de moradores, embora o valor final também dependa da estrutura, dos serviços contratados e da forma de rateio adotada.
Áreas comuns entram nessa conta
Piscina, elevadores, jardins, portões, equipamentos de segurança e espaços de lazer podem agregar valor à experiência de morar, mas também demandam limpeza, conservação, consumo de recursos e manutenção.
Isso não significa que ter mais áreas de lazer resulte automaticamente em uma taxa de condomínio mais alta. O impacto depende de como esses espaços são concebidos, dos equipamentos utilizados, da necessidade de funcionários e dos custos de operação e manutenção.
Por isso, ao analisar um imóvel, vale olhar além da quantidade de itens de lazer anunciados e entender como o projeto organiza essas áreas e quais despesas elas podem gerar no dia a dia.
A MRV, por exemplo, explica que a taxa de condomínio considera, entre outros itens, a manutenção de elevadores, bombas e portões, além de despesas com limpeza, administração e consumo das áreas comuns.
Projeto e manutenção caminham juntos
O desenho de um condomínio pode considerar não apenas a experiência de quem vai morar ali, mas também a eficiência de sua operação. Materiais, equipamentos, paisagismo e soluções construtivas podem interferir na necessidade de manutenção ao longo do tempo.
O Relatório Anual de Sustentabilidade 2025 MRV&CO (RAS) afirma que a otimização de produtos e plantas e a racionalização do uso de materiais fazem parte da busca por maior eficiência e redução de custos. O relatório também informa que novos modelos de fachadas da MRV lançados em 2025 foram desenvolvidos com o objetivo de contribuir para o uso racional de recursos e insumos e para a racionalização de custos de manutenção.
O mesmo relatório apresenta iniciativas da construtora para padronizar elementos construtivos consolidando um catálogo modular de peças e kits que viabiliza combinações adaptáveis que poderão ser adaptadas às características de cada terreno, região e empreendimento.
Segundo a MRV, a estratégia já produz resultados como economia em processos e redução de custos, mantendo a percepção de valor para o cliente.
Essa lógica ajuda a entender por que o custo-benefício de um imóvel não deve ser analisado apenas pelo preço de compra ou pelo valor da parcela. O projeto também pode influenciar os gastos associados à manutenção e à operação do condomínio.
O que avaliar antes de comprar um imóvel?
Para entender se o custo mensal cabe no orçamento, o comprador pode observar:
- valor estimado da taxa de condomínio: verificar a previsão apresentada para o imóvel;
- quantidade de unidades: entender como as despesas comuns serão distribuídas;
- áreas e equipamentos disponíveis: identificar estruturas que exigem manutenção, limpeza ou consumo recorrente;
- serviços incluídos: conferir se há portaria, funcionários, administração ou outros serviços permanentes;
- características do projeto: observar soluções construtivas, paisagismo e equipamentos que podem influenciar a manutenção;
- regras de rateio: consultar a convenção e a forma prevista para divisão das despesas.
A taxa de condomínio é apenas uma parte do custo de morar, mas pode ter impacto significativo no orçamento ao longo dos anos. Por isso, comparar imóveis considerando parcela, condomínio e demais despesas recorrentes oferece uma visão mais completa do custo de ter aquele imóvel.
No caso da MRV, essa preocupação aparece também na estratégia de desenvolvimento de produtos da construtora. O RAS 2025 aponta a busca por soluções habitacionais com maior viabilidade econômica e por eficiência no desenvolvimento dos produtos, associando otimização de projetos, materiais e processos à redução de custos.
Erem Carla é jornalista com formação na Faculdade Dois de Julho, em Salvador. Ao longo da carreira, acumulou passagens por portais como Terra, Yahoo e Estadão. Tem experiência em coberturas de grandes eventos e passagens por diversas editorias, como entretenimento, saúde e política. Também trabalhou com assessoria de imprensa parlamentar e de órgãos de Saúde e Justiça. *Na Itatiaia, colabora com a editoria de Indústria e de GEO.




