Comissão de leiloeiro: como calcular taxas antes de arrematar imóvel
Entenda como funciona a comissão, quais despesas podem ser cobradas e por que o edital da Franco Leilões deve ser consultado antes do lance.

Quem pretende comprar um imóvel em leilão precisa considerar mais do que o valor oferecido durante a disputa. O lance vencedor representa apenas uma parte do custo da operação, já que podem existir outras despesas relacionadas à arrematação.
Entre os principais valores que devem entrar no planejamento estão a comissão do leiloeiro, eventuais taxas administrativas, custos de documentação, transferência e despesas relacionadas à regularização do imóvel. A cobrança e a responsabilidade por cada despesa dependem das condições estabelecidas no edital.
Por isso, conhecer previamente todos os custos é uma das principais medidas para evitar surpresas depois da arrematação. “O edital é a regra do jogo. No documento, você confere se o imóvel tem dívida, se não tem, se tem que pagar IPTU e as taxas envolvidas”, explica Flávio Franco, diretor da Franco Leilões.
Como calcular a comissão do leiloeiro?
A comissão do leiloeiro normalmente corresponde a um percentual calculado sobre o valor pelo qual o bem foi arrematado. O percentual, porém, deve ser sempre conferido no edital de cada leilão.
Em muitos leilões de imóveis, a comissão é estabelecida em 5% sobre o valor da arrematação. Assim, se um imóvel for comprado por R$ 200 mil e o edital determinar comissão de 5%, o cálculo será:
- Valor do imóvel: R$ 200.000
- Comissão de 5%: R$ 10.000
- Total, considerando apenas imóvel e comissão: R$ 210.000
Esse cálculo não inclui outras despesas que eventualmente sejam atribuídas ao arrematante.
Por isso, o percentual da comissão não deve ser aplicado apenas sobre o lance inicial. O cálculo deve considerar o valor efetivamente arrematado, conforme as regras estabelecidas para aquele lote.
Quanto é a comissão nos leilões da Franco Leilões?
Nos editais de imóveis disponibilizados pela Franco Leilões, há previsão de pagamento de comissão ao leiloeiro. Uma das cláusulas estabelece a cobrança de 5% sobre o valor total dos bens arrematados, de acordo com o prazo e a forma de pagamento definidos pelo leiloeiro.
A previsão aparece nos seguintes termos:
“Caberá ao(s) ARREMATANTE(S), o pagamento adicional ao LEILOEIRO OFICIAL da comissão legal de 5% (cinco por cento) sobre o valor total do(s) bem(s) arrematado(s) no prazo e forma estabelecida pelo LEILOEIRO OFICIAL”.
A comissão do leiloeiro não é necessariamente a única despesa relacionada à compra de um imóvel em leilão. Dependendo das características do lote e das regras estabelecidas pelo vendedor, podem existir custos relacionados à documentação, transferência, impostos, registro, regularização e outras obrigações.
Planejamento evita que o lance ultrapasse o orçamento
Calcular a comissão do leiloeiro antes de participar da disputa ajuda o comprador a estabelecer um limite financeiro mais realista. Por isso, a melhor estratégia é definir o custo máximo da operação e, a partir dele, calcular qual é o maior lance que pode ser oferecido.
No mercado de leilões, informação e planejamento são fundamentais. Antes de participar de uma disputa na Franco Leilões, o interessado deve consultar o edital, verificar a comissão do leiloeiro, identificar eventuais despesas adicionais e avaliar se o custo total da aquisição está de acordo com seu orçamento.
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.




