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Mobilidade urbana precisa de investimento de R$ 50 bilhões por ano, diz BNDES

Em média, o setor recebeu recentemente cerca de R$ 6 bi por ano, apontam dados apresentados no CNN Talks

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Evento foi realizado na noite desta quarta-feira (12) • Mardélio Couto / Itatiaia

Os desafios do transporte coletivo, as formas de financiamento, os impactos da reforma tributária e os caminhos para transformar o setor no Brasil foram alguns dos temas debatidos no CNN Talks – A Economia da Mobilidade. O evento foi realizado nesta quarta-feira (12), na São Paulo Expo, durante a LAT.BUS, considerada a maior feira do setor de transporte coletivo por ônibus das Américas.

Diretora de Infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciana Costa destacou as medidas adotadas para ampliar os investimentos em mobilidade urbana no país. “Hoje, no setor de mobilidade, existe um grande subinvestimento. Na média, nos últimos dez anos, foram R$ 6 bilhões por ano. Mas, no BNDES, fizemos um estudo que estima a necessidade de investimento de R$ 50 bilhões por ano”, afirmou.

Segundo Luciana, para ampliar os investimentos, é necessário criar condições regulatórias, jurídicas e de financiamento. “Eu acredito que é possível fazer uma revolução nesse setor, da mesma forma que o país fez no saneamento, em rodovias, portos e aeroportos”, disse. Ela destacou ainda que, entre 2023 e 2026, o Brasil deverá investir cerca de R$ 1 trilhão em infraestrutura. Segundo a diretora, a mobilidade urbana é uma das áreas com maior déficit de investimentos.

Transição energética

O diretor de Estratégia, Inovação e Tecnologia da Marcopolo, João Paulo Ledur, destacou que um dos principais desafios do setor é desenvolver sistemas de transporte com custos mais baixos e menor impacto ambiental. “O grande mote da nossa participação é a transição energética. Temos falado muito da eletrificação do transporte coletivo, mas temos uma estratégia de descarbonização”, afirmou.

Ledur apresentou três soluções desenvolvidas pela empresa. A primeira é um veículo totalmente elétrico, voltado principalmente para grandes cidades. A segunda é um modelo híbrido movido a etanol, que combina a matriz energética do combustível, abundante no Brasil, com um sistema de tração elétrica.

“Isso vai servir muito para aplicação em cidades menores”, explicou. A terceira solução utiliza propulsão a biometano produzido a partir de resíduos de processos produtivos. Para Ledur, a descarbonização do transporte coletivo deve passar por diferentes tecnologias. “A solução para a descarbonização do transporte não é a eletrificação, mas uma matriz múltipla, tecnológica e eclética”, concluiu.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.

 

 

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