Mercado reduz previsão de inflação para 2025, mas expectativa segue acima da meta
Apesar da oitava queda seguida nas projeções, inflação estimada para 2025 ainda supera o teto da meta definida pelo Banco Central

Desde janeiro, o Brasil adota o regime de meta contínua de inflação, com objetivo central de 3% ao ano e faixa de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Caso a inflação ultrapasse esse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central precisa enviar uma carta pública ao Ministério da Fazenda explicando as razões. Foi o que ocorreu em junho, quando o presidente do BC, Gabriel Galípolo, atribuiu o novo estouro da meta à atividade econômica aquecida, ao câmbio, ao custo da energia elétrica e a eventos climáticos extremos.
Projeções para a economia
A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 foi mantida em 2,23%. Para 2026, houve leve redução, de 1,89% para 1,88%. A taxa básica de juros (Selic) deve encerrar 2025 em 15%, permanecendo em 12,5% em 2026, 10,5% em 2027 e 10% em 2028.
No câmbio, a projeção para o dólar segue em R$ 5,65 em 2025 e R$ 5,70 nos anos seguintes. Já a balança comercial deve fechar 2025 com superávit de US$ 69,3 bilhões - abaixo dos US$ 70,9 bilhões previstos anteriormente. Para 2026, a expectativa é de US$ 75,2 bilhões.
As estimativas do Boletim Focus são feitas com base em consulta semanal a mais de 100 instituições financeiras.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



