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Vencimento de títulos do governo vai injetar R$ 175,6 bilhões no mercado em 2026

Vencimentos dos títulos do tesouro prefixado vai ocorrer logo na próxima quinta-feira, dia 1º de janeiro

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Tesouro prefixado teve rendimento semelhante ao CDI desde a sua emissão em julho de 2027
Tesouro prefixado teve rendimento semelhante ao CDI desde a sua emissão em julho de 2027 • José Cruz/Agência Brasil

O vencimento de títulos do tesouro prefixados vai injetar aproximadamente R$ 175,6 bilhões no mercado financeiro logo no início de 2026, no dia 1º de janeiro. O retorno dos papéis, desde a emissão em julho de 2022, foi superior a 50%, cerca de 14,5% ao ano, segundo relatório do banco Inter.

O pagamento vai disponibilizar recursos importantes para serem reinvestidos por diversos investidores logo no início do exercício. Se comparado com a principal taxa de referência para esse tipo de investimento, o retorno do Tesouro Prefixado foi de 0,6 ponto percentual acima do CDI.

Segundo o especialista em renda fixa do Inter, Rafael Winalda, a questão para os investidores é traçar uma estratégia para o direcionamento desses recursos que entram logo no início do ano. A escolha deve ser entre manter a exposição em títulos prefixados ou investimentos com melhor relação risco-retorno.

“Uma das características dos títulos prefixados é oferecer visibilidade total do retorno quando mantidos até o vencimento. Contudo, apresentam volatilidade significativa durante o período, especialmente sensível às variações de política monetária (Selic)”, disse.

Os títulos prefixados apresentam maior atratividade no médio prazo de dois a três anos. Para o investimento em curto prazo, o especialista recomenda o Tesouro Selic. Embora o mercado espera um corte na taxa básica de juros em 2026, atualmente em 15% ao ano, uma Selic com menos de dois dígitos só deve acontecer em 2028.

“Para investidores com horizonte mais extenso, recomendamos o IPCA+. Dois vencimentos chamam nossa atenção: 2029 e 2045. Nossa principal recomendação é o vencimento mais longo, onde identificamos maior prêmio de risco. Por fim, caso busque retorno ainda superior, existe a possibilidade de recorrer ao crédito privado e/ou produtos bancários”, completou Winalda.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.