Investimento estrangeiro na Bolsa do Brasil supera total de 2025 até julho
Fluxo líquido de R$ 41,04 bilhões reflete confiança na renda variável, após meses de saída; mercado primário mostra recuperação

O investimento estrangeiro na Bolsa do Brasil registrou uma entrada líquida de R$ 41,04 bilhões até julho, superando o total acumulado em todo o ano de 2025, que foi de R$ 26,87 bilhões. A informação, baseada em dados da B3 e levantada pela Elos Ayta, revela a confiança renovada na renda variável do país após dois meses de saídas, em um período em que a economia brasileira apresentou crescimento em meses anteriores.
A entrada líquida de R$ 41,04 bilhões até julho considera os recursos destinados a IPOs (Ofertas Públicas Iniciais) e Follow-ons. Este valor é notável por superar os R$ 26,87 bilhões compilados em todo o ano de 2025, segundo o levantamento da Elos Ayta.
Além disso, o mercado secundário voltou a apresentar resultado positivo devido à entrada líquida de R$ 2,56 bilhões no mês de julho, aponta o levantamento.
Com isso, o fluxo líquido acumulado de investidores estrangeiros neste ano já superou os resultados registrados em todo o ano de 2025, tanto considerando quanto desconsiderando os recursos destinados às ofertas públicas de ações.
Mesmo desconsiderando os aportes destinados às ofertas públicas, o desempenho continua significativo, com a entrada líquida acumulada de R$ 36,41 bilhões, acima dos R$ 25,47 bilhões de 2025.
Apesar da melhora do fluxo líquido, o volume financeiro movimentado pelos investidores estrangeiros seguiu desacelerado no mês de julho. As compras somaram R$ 310,8 bilhões, ao passo que as vendas alcançaram R$ 308,3 bilhões.
Com o quarto mês consecutivo de queda no volume negociado, o mercado registrou níveis semelhantes aos de outubro de 2025.
Após o pico registrado em março deste ano – quando as compras atingiram R$ 512 bilhões e as vendas R$ 501,1 bilhões – a "atividade perdeu intensidade de forma gradual", segundo o levantamento.
Essa redução do volume, porém, não veio acompanhada de uma retirada de recursos da Bolsa. Pelo contrário, os recursos estrangeiros voltaram a registrar saldo positivo em julho (R$ 2,56 bilhões), sinalizando manutenção da confiança na renda variável brasileira.
Ainda segundo o levantamento, houve saídas líquidas de R$ 14,91 bilhões em maio e de R$ 7,79 bilhões em junho. Ao mesmo tempo em que o mercado secundário teve menor giro, o mercado primário começou a mostrar uma recuperação mais consistente.
Os recursos estrangeiros voltados a IPOs e Follow-ons passaram a ganhar força ao longo do segundo semestre, registrando R$ 1,635 bilhão em maio e R$ 738 milhões em julho – o maior volume mensal registrado em 2026. Com isso, os investimentos estrangeiros destinados às ofertas públicas somaram R$ 4,636 bilhões entre janeiro e julho, superando o R$ 1,397 bilhão registrado durante todo o ano de 2025.
Segundo o levantamento, embora o mercado ainda esteja distante dos volumes observados entre 2019 e 2022, período marcado por intensa atividade de emissões de ações, a evolução recente indica uma retomada gradual das operações de captação e uma participação crescente do investidor internacional nas novas ofertas. O cenário de recuperação da economia brasileira, que tem visto a balança comercial registrar superávit e, especificamente, a balança comercial de julho apresentar bons resultados, contribui para essa percepção positiva.
Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.



