Belo Horizonte
Itatiaia

SpaceX, empresa de Elon Musk, estreia na bolsa com disparada de 19%

Empresa de exploração espacial e IA abriu capital nesta sexta-feira (12), em Nova York

Por
SpaceX fez sua estreia na Nasdaq
SpaceX fez sua estreia na Nasdaq • ANGELA WEISS / AFP

As ações da SpaceX, empresa de exploração espacial e Inteligência Artificial do empresário sul-africano Elon Musk, estrearam na Bolsa de Nova York (Nasdaq) com uma disparada de 19% nesta sexta-feira (12). Os papéis da companhia foram listados a um preço inicial de US$ 135, mas encerraram o pregão a US$ 160,95 (R$ 817,9).

Com o salto, a empresa subiu de um valor de mercado de US$ 1,77 trilhão para US$ 2,11 trilhões. A marca faz com que a SpaceX seja a sétima empresa mais valiosa do mundo, na frente da Saudi Aramco (US$ 1,75 trilhão) e da Tesla (US$ 1,5 trilhão), montadora de carros elétricos de Elon Musk, mas atrás de gigantes como Nvidia (US$ 4,9 trilhões) e Alphabet (US$ 4,3 trilhões).

O IPO da SpaceX é o maior da história. A companhia de Elon Musk esperava movimentar até US$ 1,77 trilhão no mercado financeiro, mas viu a demanda por ações crescer logo na sua estreia em Wall Street.

Além da marca, a abertura de capital da fabricante de foguetes ainda possui outro superlativo: a valorização das ações tornou Elon Musk no primeiro trilionário da história. A participação majoritária do empresário na SpaceX fez sua fatia subir mais de US$ 600 bilhões com o IPO.

Brasileiros que desejam investir na SpaceX poderão fazer a partir de R$ 50. A B3, a bolsa do Brasil, está disponibilizando os BDRs da companhia simultaneamente à estreia da empresa em Wall Street. Porém, não é necessário ter uma fortuna ou aplicar centenas de dólares para investir na companhia.

A estrutura do BDR terá uma paridade de 1 para 15, ou seja, cada ação no exterior corresponderá a 15 BDRs negociados na B3. Com isso, é possível investir na empresa por um preço mais acessível entre R$ 50 e R$ 70, diretamente no painel da corretora por meio do código de negociação SPCX34. BDR é a sigla para Brazilian Depositary Receipt, um certificado negociado no Brasil que representa valores mobiliários do exterior.

Por

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.