Dólar cai para menos de R$ 5 pela primeira vez em dois anos; bolsa bate recorde
Investidores repercutem novas falas do presidente Donald Trump sobre o conflito com o Irã no Oriente Médio

O real segue valorizando frente ao dólar, na medida em que investidores seguem repercutindo a guerra no Oriente Médio. Nesta segunda-feira (13), a moeda norte-americana registrou uma queda de 0,26%, fechando a R$ 4,997, abaixo do piso de R$ 5 pela primeira vez desde março de 2024.
Pela manhã, o dólar chegou a subir com o aumento da aversão ao risco em meio às novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã. No domingo (12), o republicano havia afirmado que a República Islâmica não estava cooperando com o cessar-fogo e, por isso, faria um bloqueio no Estreito de Ormuz e atacaria navios iranianos que atirassem na sua Marinha.
Já na tarde desta segunda, Trump declarou que recebeu uma ligação das “pessoas certas do Irã, que queria muito fechar um acordo”. Porém, ele insistiu que o objetivo dos EUA é evitar que a teocracia tenha armas nucleares. “Se eles não concordarem, não haverá acordo. Nunca haverá”, disse.
As falas do presidente dos EUA ajudaram a dar um novo ânimo aos investidores que haviam reagido bem ao acordo de cessar-fogo assinado na última terça-feira (7), mesmo que frágil. O alívio foi estendido ao mercado de ações, que viu o Ibovespa, principal indicador brasileiro, reverter as perdas do início da sessão e subir 0,34% a 198.000,70 pontos.
O indicador foi impulsionado pelos papéis da Petrobras, que reagem melhor ao aumento do preço do petróleo. As ações ordinárias da estatal subiram 1,78% a R$ 54,96, enquanto as preferenciais subiram 1,53% a R$ 49,78.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



