Bolsa sobe, e dólar cai com acordo entre Estados Unidos e Irã
Ibovespa e o dólar reagiram nesta segunda-feira (15) a um acordo preliminar de paz entre EUA e Irã, que visa encerrar o conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz

O Ibovespa opera em alta nesta segunda-feira (15), acompanhando o movimento das bolsas de valores no exterior. A valorização ocorre após autoridades norte-americanas e iranianas afirmarem ter chegado a um acordo preliminar para encerrar o conflito que teve início no final de fevereiro no Oriente Médio.
Por volta das 13h45, o Ibovespa registrava alta de 0,43%, atingindo 171 mil pontos. No mesmo horário, o dólar à vista caía 0,03%, cotado a R$ 5,06 na venda.
A moeda norte-americana iniciou a semana em baixa ante o real, após Estados Unidos e Irã terem chegado a um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. No exterior, o dólar também apresenta queda ante as demais divisas.
"O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído", escreveu o presidente dos EUA, Donald Trump, em sua plataforma Truth Social no domingo (14). A publicação ocorreu logo após o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país atuou como mediador, anunciar que um acordo havia sido fechado. O memorando de entendimento deve ser assinado oficialmente na próxima sexta-feira na Suíça.
Trump afirmou que o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o abastecimento global de petróleo e gás que o Irã tem efetivamente bloqueado há meses, seria reaberto na próxima sexta-feira. Ele também ordenou o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos. "Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!", escreveu Trump.
Nesta segunda-feira (15), um alto funcionário norte-americano informou que um memorando de entendimento entre os dois países foi assinado por Trump, pelo vice-presidente JD Vance e pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf. Como consequência, os preços do petróleo recuam cerca de 5%.
"Houve avanços promissores na possível distensão dos conflitos no Oriente Médio, o que pode voltar a trazer maior apelo para mercados de 'equity' (ações), já que o cenário de conflito vinha aumentando incertezas relacionadas à inflação e ao crescimento global", afirmaram analistas do BB Investimentos em relatório a clientes.
No noticiário doméstico, a pesquisa Focus divulgada mostrou "deterioração expressiva das expectativas de inflação", conforme o diretor de pesquisa econômica para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos. Ele destacou também o aumento na previsão para a Selic.
As previsões de mercado compiladas pelo Banco Central agora indicam expectativa de alta de 5,30% e de 4,10% para o IPCA em 2026 e 2027, respectivamente, contra 5,11% e 4,03% registrados anteriormente. Para 2028, a projeção aumentou em 0,03 ponto percentual, para 3,68%. No caso da Selic, as estimativas apontam 13,75% ao final de 2026 e 12,00% em 2027, contra 13,50% e 11,50%, respectivamente, na semana anterior.
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