Governo vai ouvir empresas antes de definir resposta ao tarifaço dos EUA
Segundo Dario Durigan, consulta vai medir impactos de possíveis contramedidas; ministro diz que ainda não há prazo para decisão

O governo brasileiro iniciou a consulta a empresas brasileiras e estrangeiras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos antes de decidir se adotará medidas de reciprocidade. Nesta sexta-feira (14), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o processo ainda está na fase de avaliação dos impactos e não há prazo definido para a adoção de eventuais contramedidas.
“O primeiro impacto do processo de reciprocidade é a gente poder colher, em especial do empresariado brasileiro, mas também do empresariado exterior, quais seriam os impactos e as preocupações que eles têm com eventuais medidas de reciprocidade”, afirmou Durigan.
Em entrevista concedida na porta do ministério da Fazenda, em Brasília, o ministro disse que o governo pretende ouvir os setores potencialmente afetados antes de decidir se vai utilizar o mecanismo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica. A legislação que permite aplicar as mesmas taxas aos EUA foi aprovada por unanimidade pelo Congresso.
A avaliação, portanto, ainda não resultou em uma definição sobre quais produtos ou setores poderiam ser atingidos por uma eventual resposta brasileira. O governo quer primeiro medir os efeitos econômicos das possíveis medidas e recolher as preocupações das empresas.
Durigan afirmou que o governo será sensível na condução do processo e disse que a lei será utilizada com "muita cautela e muita responsabilidade”.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



