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Governo revisa déficit primário de 2024 e reduz projeção em R$ 1 bilhão

Relatório aponta reavaliação de receitas e melhora na meta fiscal

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A razão para a alta exorbitante nos preços dos produtos é tema do Palavra Aberta • Marcello Casal Jr. (Agência Brasil)

O Ministério do Planejamento anunciou, em um relatório extemporâneo divulgado na sexta-feira, 29, uma revisão na previsão do déficit primário para 2024, ajustando o valor para R$ 27,746 bilhões. O montante está próximo ao piso da meta fiscal, que é de R$ 28,756 bilhões, e reflete uma leve melhora em relação ao déficit de R$ 28,737 bilhões projetado no relatório do 5º bimestre. A redução foi influenciada por uma nova estimativa de receitas vinculadas ao programa Desenrola Agências Reguladoras, com a Procuradoria Geral Federal indicando alta probabilidade de ingresso de R$ 2,7 bilhões até o final do próximo ano.

O novo resultado é um pouco melhor do que o projetado no Relatório do 5º bimestre, divulgado no dia 22 de novembro, que trazia déficit primário de R$ 28,737 bilhões como resultado do ano. A folga entre as duas projeção é de R$ 989,8 milhões.

A "melhora" no resultado primário foi possível graças a nova previsão de receitas com o programa Desenrola Agências Reguladoras. No relatório do 5º bimestre, o governo retirou a arrecadação de R$ 4 bilhões com a ação. Neste documento extemporâneo, a pasta decidiu mudar a projeção após informação enviada pela Procuradoria Geral Federal (PGF) "acerca da previsão de ingresso de recursos do programa".

Com isso, o resultado primário abaixo da linha, como na metodologia do Banco Central, ficou com um déficit projetado para o ano de R$ 64,426 bilhões, de R$ 65,303 bilhões do relatório de uma semana antes.

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