Governo do Distrito Federal pede R$ 4 bilhões ao FGC para socorrer o BRB
Documento enviado pelo governador Ibaneis Rocha afirma que o pedido tem como objetivo assegurar a continuidade de serviços

O Governo do Distrito Federal solicitou um empréstimo de R$ 4 bilhões para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para socorrer o Banco de Brasília (BRB), após o rombo provocado pelo envolvimento da estatal com o banqueiro Daniel Vorcaro e o Master. O ofício foi obtido pela CNN Money nessa sexta-feira (27).
O documento enviado pelo governador Ibaneis Rocha afirma que o pedido tem como objetivo assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do banco estatal.
"Adicionalmente, a solicitação tem também o escopo de contribuir para a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e para a prevenção de crise bancária sistêmica", diz o ofício obtido pelo CNN Money.
A ideia do GDF é garantir a operação por meio de hipotecas do conjunto imobiliário do DF, participações acionárias em empresas públicas do DF ou outros meios indicados pelo próprio FGC. A solicitação ainda prevê uma carência de 1 ano e 6 meses no empréstimo.
Segundo a gestão Ibaneis, também será adotado um alongamento e reestruturação do perfil da dívida atual, com a racionalização da despesa corrente e a revisão de incentivos fiscais. Para subsidiar a análise do FGC, o GDF afirma que está preparando de imediato o Plano de Negócios, Plano de Capital e Diagnóstico de necessidades.
O BRB foi alvo da primeira fase da Compliance Zero, ainda em novembro de 2025, suspeito de ter comprado ativos podres do Master após a compra do conglomerado de Vorcaro ter sido barrada pela autoridade monetária. Na época, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor financeiro Dario Oswaldo Garcia, foram afastados do banco e demitidos logo em seguida.
A instituição teria injetado R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025, na compra de carteiras de crédito falsas e ativos irregulares. No ano passado, o BRB informou que já teria liquidado ou substituído mais de R$ 10 bilhões dos ativos do Master, e disse que poderia receber um aporte do seu controlador, o governo do Distrito Federal, caso fosse confirmado o prejuízo no caso Master.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



