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Exportações para os EUA registram queda de 14% em maio

Balança comercial entre Brasil e Estados Unidos segue favorável aos americanos com déficit brasileiro de US$ 121 milhões; tarifa de 25% ainda não teve efeito

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Exportações para os EUA têm queda no primeiro mês de vigência do tarifaço
Exportações da indústria seguem afetadas pelo tarifaço dos EUA • Tânia Rêgo/Agência Brasil

As exportações brasileiras para os Estados Unidos seguiram em trajetória de queda em maio, recuando 14%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta quarta-feira (3). De acordo com o governo, as vendas para os americanos somaram US$ 3,09 bilhões em maio, ante US$ 3,6 bilhões no mesmo período do ano passado.

Ao mesmo tempo, as importações totalizaram US$ 3,21 bilhões, uma queda de 11% se comparado com maio de 2025, quando foram registrados US$ 3,6 bilhões em compras dos EUA. Como resultado, a balança comercial entre os dois países registrou um novo déficit de US$ 121 milhões para o Brasil.

Nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações para os Estados Unidos tiveram uma queda de 16%, de US$ 16,7 bilhões no mesmo período do ano passado, para US$ 14 bilhões. Também houve uma queda de 12,5% nas importações entre janeiro e maio, de US$ 17 bilhões para US$ 15,4 bilhões. No ano, o déficit acumulado entre os dois países é de US$ 1,6 bilhão.

Cabe lembrar que essa queda ainda não contempla os efeitos da tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras, proposta pelo escritório de representação comercial dos Estados Unidos (USTR) nesta segunda-feira (1ª). A medida ainda precisa do aval do presidente Donald Trump.

O novo tarifaço ocorre após uma investigação comercial, iniciada ainda em 2025, apontar para supostas práticas comerciais brasileiras que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA. O relatório cita como danoso para a balança comercial o uso do Pix, ferramenta de transações instantâneas que se popularizaram nos últimos anos.

A alíquota de 12,5% anunciada pelos americanos sobre países que supostamente falharam em “proibir” a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado também não teve efeito sobre a balança comercial de maio. Essa tarifa deve ser aplicada sobre 60 países, incluindo Brasil e China.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.