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Endividamento recua em BH, mas inadimplência segue em alta

Dados da pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor (PEIC) mostram uma leve queda nas dívidas das famílias da capital mineira

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Máquina de cartão de crédito
Endividamento leva em consideração as famílias que possuem compras parceladas (dívidas) • Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O nível de endividamento das famílias de Belo Horizonte caiu 0,4 ponto percentual em dezembro e fechou o ano de 2025 em 87,6%. Os dados são da pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor (PEIC) aplicada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e analisada pelo núcleo de pesquisa e inteligência da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio MG).

Segundo o levantamento, 64,8% das famílias tiveram contas em atraso em dezembro, uma elevação de 0,1 p.p na comparação com novembro. O número das famílias que não terão condições de quitar as dívidas no mês seguinte chegou em 27,2%, também superando o resultado de novembro.

Cabe lembrar que o endividamento leva em consideração as famílias que possuem compras parceladas (dívidas), enquanto a inadimplência corresponde ao recorte da população que não paga essas dívidas dentro do prazo.

As famílias superendividadas, que comprometem mais da metade do orçamento mensal com o pagamento de dívidas, somaram 25,3% em dezembro. De acordo com a PEIC, 38,9% dos entrevistados consideravam-se pouco endividados no mês.

Os compromissos financeiros investigados na pesquisa são cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro, seguros, entre outros. Aqueles que disseram estar mais ou menos endividados em dezembro somaram 30,8% e os muito endividados, 18%.

O percentual de famílias da cidade com contas atrasadas teve recuo de -0,1% em relação a novembro, chegando a 64,8%. A inadimplência é maior entre as famílias com renda de até 10 salários em que as contas atrasadas atingem 67,2% delas. Entre as famílias com renda maior do que essa faixa, a inadimplência chega a 50,3%. Entre os consumidores considerados individualmente, 74,0% ainda não conseguiram honrar seus compromissos e estão com dívidas em atraso.

Para 80,1% das famílias, o período de compromissos financeiros foi igual ou superior a 90 dias. O tempo médio de comprometimento da renda é de 7,9 meses conforme a pesquisa. Em média, as dívidas de Belo Horizonte comprometem 32,6% do orçamento do mês das famílias.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.