Comer feijoada em BH pode custar até 53% mais caro dependendo do supermercado
Pesquisa revela que os ingredientes para servir quatro pessoas variam de R$ 80,52 a R$ 123,73; pernil suíno e limão lideram a disparidade de preços na capital

Reunir a família ou os amigos ao redor de uma tradicional feijoada completa em Belo Horizonte pode ter custos bem distintos a depender do endereço escolhido para as compras. Uma pesquisa realizada pelo Mercado Mineiro, entre os dias 10 e 12 de junho, identificou que o custo total para preparar o prato para quatro adultos pode variar de R$80,52 a R$123,73. A diferença bruta chega a R$43,21, representando uma oscilação de aproximadamente 53,7% no bolso do consumidor. Saiba, nesta matéria, como economizar.
O levantamento considerou uma receita padrão composta por 500g de feijão-preto, 200g de carne-seca (charque), 150g de costelinha, 150g de pernil, um paio, uma linguiça calabresa, 100g de bacon e folhas de louro, além de acompanhamentos tradicionais como 1 kg de batata, 1 maço de couve, 1 kg de laranja pera, 1 maço de salsinha e 1 kg de limão tahiti. Se o consumidor optar pelo preço médio dos produtos, a refeição sai por R$ 100,84.
Nas carnes e embutidos essenciais da receita, os destaques foram:
- Pernil suíno (kg): Registrou a maior oscilação do setor de açougue, chegando a 182%, com preços flutuando entre R$15,98 e R$44,99.
- Limão tahiti (kg): Item indispensável para a caipirinha ou tempero, variou 181,85%, custando de R$2,48 a R$6,99.
- Bacon (kg): Apresentou uma diferença exata de 100%, variando de R$24,98 a R$49,95.
- Costelinha suína (kg): Foi encontrada com preços de R$19,98 a R$35,99 (variação de 80%).
Por outro lado, os embutidos industrializados e carnes salgadas em embalagens fechadas se mostraram um pouco mais estáveis, embora ainda pesem bastante no orçamento final. É o caso da charque (embalagem de 400g), com oscilação de 21% (R$21,39 a R$25,80), e do paio (embalagem de 400g), que variou 22% (R$16,99 a R$20,80).
Como economizar?
Assim, o diretor do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu reforça que os dados comprovam a necessidade real do consumidor em "bater perna" ou utilizar ferramentas de comparação antes de abastecer o carrinho. Com diferenças que superam os 100% em itens essenciais do hortifrúti e do açougue, a compra feita inteiramente no primeiro estabelecimento encontrado pode custar caro.
Para quem quer economizar sem abrir mão da qualidade, a recomendação é fracionar as compras: adquirir as carnes em açougues ou atacarejos com melhores condições e deixar os acompanhamentos verdes para sacolões de bairro em dias de promoção. A pesquisa completa com as variações de cada estabelecimento de Belo Horizonte está disponível na íntegra no site oficial do Mercado Mineiro.
Inhame, pernil e limão lideram variações
A maior disparidade registrada em todo o levantamento, englobando também itens complementares de sacolão — ficou por conta do inhame, que atingiu impressionantes 404,55% de variação, sendo comercializado de R$1,98 a R$9,99 o quilo.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



