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China rejeita acusação de trabalho forçado após proposta de novas tarifas dos EUA

Pequim criticou a medida americana e negou irregularidades apontadas pelo governo dos Estados Unidos

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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, discursa durante uma coletiva de imprensa
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, discursa durante uma coletiva de imprensa • AFP | Pedro Pardo

A China negou nesta quarta-feira (3) as acusações de trabalho forçado feitas pelos Estados Unidos e criticou a proposta americana de aplicar tarifas adicionais sobre produtos importados de dezenas de países, incluindo o território chinês. Durante coletiva de imprensa, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que o governo chinês rejeita o uso das alegações como justificativa para medidas comerciais.

“Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, declarou.

A manifestação ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propor novas tarifas sobre produtos de 60 economias. Segundo o órgão, os países investigados não adotam medidas eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas sob condições de trabalho forçado.

A proposta prevê a aplicação de tarifas adicionais sobre todos os produtos das economias analisadas. Países que já possuem mecanismos para restringir a entrada desses bens ou que assumiram compromissos para reforçar a fiscalização poderão ser enquadrados em uma sobretaxa de 10%.

Já as demais economias, grupo que inclui Brasil, China, Argentina, Japão, Reino Unido e Rússia, poderão ser alvo de uma tarifa adicional de 12,5%, conforme sugerido pelo USTR.

O governo chinês também reiterou sua oposição a medidas tarifárias unilaterais e defendeu que disputas comerciais sejam tratadas por meio do diálogo e das regras multilaterais.

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