Itatiaia

Brasil teve o maior aumento médio de tarifas no comércio com os Estados Unidos

Estudo da Global Trade Alert, plataforma que monitora o comércio internacional, revela a tarifa efetiva de cada país

Por
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2025
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2025 • Ricardo Stuckert | PR

Um estudo da Global Trade Alert, plataforma independente que monitora o comércio internacional desde 2009, revela que o Brasil teve o maior aumento médio de tarifas na balança comercial com os Estados Unidos na última semana. No geral, a pesquisa mostra que a alíquota global média dos americanos não teve alteração, saindo de 11,0% em 21 de julho para 11,2% nessa quinta-feira (24).

No primeiro marco da pesquisa, os produtos brasileiros estavam sujeitos a tarifas efetivas de 11%. Após o anúncio de uma sobretaxa de 12,5% em razão da investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre o trabalho forçado na pauta de importação de 60 países, a tarifa efetiva para o Brasil subiu para 17,7%.

O país está empatado com a Turquia, que viu sua alíquota efetiva sair de 16,2% no dia 21 de julho, para 17,7% no dia 24. Somente a China, principal concorrente dos Estados Unidos no comércio internacional, tem tarifas efetivas maiores, que passaram de 25,9% para 27,2%.

Segundo um artigo do Financial Times, essa relação coloca o Brasil como o maior perdedor da guerra tarifária travada pelo presidente Donald Trump. O periódico ainda elenca a Europa como “vencedora” na política comercial adotada pelo republicano, uma vez que a maioria dos países teve uma queda na tarifa efetiva.

A Áustria viu a alíquota cobrada sobre seus produtos cair de 11,3% para 10,9%. A Suécia também teve uma queda marginal de 10,9% para 10,5%, enquanto a Alemanha saiu de 10,8% para 10,3%. Já Espanha e Itália tiveram reduções significativas, de 10,7% para 9,5%, e 11% para 9,4%, respectivamente.

Por

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

Belo Horizonte