Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027
O recurso, enviado ao Congresso, busca garantir a liquidez da estatal e apoiar o plano de reestruturação e a recuperação financeira

O governo federal prevê um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios para 2027, conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que será enviado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). O valor faz parte do acordo de empréstimos firmado pela estatal no fim de 2025 e visa garantir a liquidez da empresa.
De acordo com os ministros das Comunicações, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento, o objetivo do recurso é assegurar a liquidez necessária para o avanço no plano de reestruturação e na recuperação dos resultados financeiros da empresa. A informação foi antecipada pela Folha de São Paulo.
Em nota divulgada neste domingo (30), os ministros destacam que os Correios têm implementado ações para reduzir despesas, elevar a receita operacional e otimizar o fluxo de caixa desde o lançamento do plano, em dezembro de 2025.
A nota aponta que o balanço do segundo trimestre de 2026, divulgado neste sábado (29), já indica melhora em alguns indicadores operacionais da estatal.
"Como responsáveis pela supervisão da gestão dos Correios e da relação da empresa com o Orçamento da União, temos acompanhado a evolução do Plano de Reestruturação da estatal, lançado em dezembro de 2025. De lá para cá, a empresa tem tomado medidas para reduzir suas despesas, ampliar sua receita operacional e equacionar seu fluxo de caixa", afirma a nota.
O Executivo destaca ainda que, no primeiro semestre, os custos dos serviços totalizaram R$ 7,6 bilhões, valor 14% abaixo do previsto. As despesas com pessoal tiveram uma queda de cerca de 4%, conforme o governo, em parte devido ao PDV (Plano de Demissão Voluntária).
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou R$ 910 milhões acima do esperado, uma diferença de 18% em relação à projeção inicial.
O governo também argumenta que a estatal conseguiu otimizar o perfil de sua dívida. Os Correios encerraram o semestre sem empréstimos com vencimento no curto prazo, quitando uma dívida mais cara e alongando o prazo de outra, de 18 para 180 meses.
Apesar das medidas de redução de despesas e da reorganização financeira, o governo reforça que a garantia de liquidez ainda é fundamental para sustentar a recuperação operacional da empresa.
"O governo incluiu a previsão de um aporte de R$ 6 bilhões no caixa dos Correios no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2027", declararam os ministros Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) na nota.
Segundo os ministros, esse reforço de caixa proporcionará à estatal maior estabilidade para prosseguir com as negociações junto a clientes e fornecedores, e para avançar na execução do plano de reestruturação.
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