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Andrade Gutierrez entra com novo pedido de recuperação extrajudicial

Construtora pede uma reestruturação de R$ 3,4 bilhões em débitos, o segundo desde 2022

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Pedido de recuperação extrajudicial é o segundo desde 2022
Pedido de recuperação extrajudicial é o segundo desde 2022 • Andrade Gutierrez | Reprodução

A construtora Andrade Gutierrez entrou com um novo pedido de recuperação extrajudicial na 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, nessa terça-feira (19). Alvo da Operação Lava Jato, o grupo empresarial pretende renegociar R$ 3,4 bilhões em dívidas já aceitas por mais de 70% dos credores, percentual mínimo para início do processo, segundo o documento apresentado na Justiça.

Ainda de acordo com a empresa, o passivo se dá em razão de 47% das obras paralisadas ou adidas, como um projeto de construção de uma rodovia de 63 km no leste de Gana, que representava cerca de 15% da carta de empreendimentos do grupo, e uma usina hidrelétrica na República Dominicana, que era cerca de 32% da carteira.

O projeto da usina estava orçado em R$ 3,2 bilhões, e foi adiado por ordem do próprio governo local. Já a construção da rodovia em Gana foi suspensa por inadimplência do Estado dos títulos de dívida interna, interrompendo o financiamento externo e paralisando a obra de R$ 1,4 bilhão.

Esse é o segundo plano de recuperação extrajudicial desde 2022, mas afirma que “novas adversidades impactaram negativamente a capacidade de pagamento” das empresas do grupo em relação aos débitos que tentam reestruturar no novo processo.

A construtora dividiu o pedido em dois planos de reestruturação, sendo o primeiro com a maior parte do passivo sendo formado pelas empresas no Brasil: Andrade Gutierrez Investimentos em Engenharia (AGE), Andrade Gutierrez Construções e Serviços SA (AGCS) e Andrade Gutierrez International SA (AGIE). O outro é feito com dívidas de títulos emitidos pela companhia fora do país.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.