Museu do Amanhã oferece programação gratuita que conecta o Rio à Amazônia

Além das fotografias, o equipamento oferece oficinas de artesanato em miriti, dança de carimbó e banhos de cheiro, promovendo um intercâmbio cultural direto

Exposição Presenças na Amazônia

O Museu do Amanhã transformou sua agenda de janeiro em uma verdadeira embaixada da cultura nortista. A exposição de Bob Wolfenson é o ponto de partida para uma programação educativa robusta e gratuita, desenhada para que o público sinta o “DNA amazônico” de forma ativa.

De acordo com o curador educativo Luís Soares, as atividades foram pensadas para a inclusão total. A mostra conta com recursos táteis, audiodescrição e dispositivos olfativos para garantir que todos, independentemente de limitações sensoriais, possam “enxergar” a Amazônia. Entre os destaques da programação estão as oficinas de Brinquedos de Miriti, onde crianças podem manipular a fibra natural, e as aulas de Carimbó, que trazem o ritmo e a energia do Pará para a Praça Mauá.

A curadoria da exposição, assinada por Cecilia Bedê, buscou ouvir as comunidades locais para garantir que a narrativa apresentada não fosse apenas uma visão externa, mas um diálogo real entre quem fotografa e quem vive a floresta.

Exposição

A mostra não é apenas uma galeria de fotos; é um experimento multissensorial. Ao percorrer os três eixos da exposição (A Floresta, Presenças e Luz Mágica) o visitante é envolvido por sons originais da Floresta de Carajás, fruto de uma pesquisa do Instituto Tecnológico Vale que analisou 16 mil minutos de áudio da biodiversidade. Para completar a imersão, o aroma de terra molhada permeia o ambiente, transportando o público diretamente para o coração do Pará.

Segundo a curadora Deca, a exposição percorre a relação entre o homem e a natureza em três momentos. Inicialmente, o eixo “Floresta” apresenta o impacto da exuberância natural sob a perspectiva de um fotógrafo urbano. Em seguida, “Presenças” explora a ocupação sustentável da região por meio de elementos como casas e embarcações, introduzindo a figura de “Seu Ladi” como elo para atividades educativas. O terceiro eixo reafirma a conexão com a mata por meio da icônica árvore Samaúma, culminando em “Luz Mágica”, que retrata o amanhecer no mercado e o fluxo comercial de produtos florestais que abastecem a cidade.

Leia também

Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.

Ouvindo...