A segunda edição do Festival Só Amor tomou conta de um dos cartões-postais de Belo Horizonte nesse último sábado (5). O Parque das Mangabeiras foi palco de um encontro que misturou brasilidades, natureza e vozes potentes do reggae e da música brasileira contemporânea. O evento reuniu nomes como Armandinho, Ponto de Equilíbrio, 3030, Bloco do Caos e participações femininas de peso.
Em entrevista à Itatiaia, os artistas celebraram a experiência do festival, exaltaram a energia do público mineiro, a preservação cultural da capital e o papel da música como instrumento de resistência e afeto.
Armandinho celebra afeto e boas lembranças em BH
Veterano do Festival Só Amor, Armandinho retornou ao palco como atração principal e trouxe a leveza de quem traduz o amor à poesia. Em entrevista à Itatiaia, o porto-alegrense falou sobre o impacto que as canções continuam provocando, passando de gerações à gerações, mesmo décadas depois de terem sido lançadas.
Também relembrou, com carinho, a trajetória em Belo Horizonte. “Sempre fui muito bem recebido aqui desde os anos 2000, só tenho recordações lindas de BH. Então quando a gente tem um espaço para confraternizar, pensar positivo, estar junto das pessoas que a gente ama, é importante, um recanto de amor”, contou Armandinho, emocionado.
“A gente encontrou uma forma ‘Armandinho’ de fazer reggae. Canções feitas há 25 anos ainda são atuais. Isso me emociona”, contou Armandinho
3030 enaltece conexão musical de BH: “dá vontade de ficar”
Com mistura de rap, reggae e MPB, o trio 3030 levou ao palco uma performance envolvente e cheia de positividade. Em entrevista à Itatiaia, os integrantes destacaram a relação próxima que já têm com o público mineiro. “A gente acabou fazendo de BH um porto seguro. A melhor coisa é esse calor humano mineiro, dá vontade de vir e ficar aqui. Esperamos nos reencontrar em breve”, disse Rod Rizz.
BH é eclética como a nossa música. A galera sente, reage, vibra. Essa troca é tudo”, disse Lk
Bloco do Caos estreia em BH com mistura potente de ritmos e vozes femininas
Pela primeira vez na capital mineira, o Bloco do Caos trouxe ao Festival Só Amor uma explosão sonora e afetiva, com reggae, rock, brasilidades e latinidades, e até um mosh (roda clássica de punk). Em entrevista à Itatiaia, a banda celebrou a estreia e o calor do público de BH.
O show colaborativo com Marina Peralta, Denise D’Paula e Bells foi marcado por mensagens de resistência e empoderamento feminino. “É importante exaltar o trabalho das mulheres, abrir espaços para que elas se vejam representadas. O palco também é lugar de cura e força”, destacaram as artistas convidadas.
A banda ainda aproveitou para divulgar o novo trabalho: o EP Nosso Canto, que mistura autorais e versões ousadas, como uma releitura de Pacato Cidadão, do Skank, com cúmbia, pagode baiano e rock. “Te amo, BH! A gente ficou muito feliz com essa troca e que essa energia siga com a gente por toda a turnê”, complementaram.
“Comemos pãozinho de queijo, tomamos café e viemos explodir no palco. BH recarrega a gente”, disseram, emocionados, os integrantes do Bloco do Caos
Ponto de Equilíbrio celebra 25 anos com reencontro na capital mineira
Comemorando 25 anos de estrada, o Ponto de Equilíbrio retornou a Belo Horizonte para um reencontro carregado de afeto e boas memórias. Em entrevista à Itatiaia, o vocalista Hélio Bentes destacou a importância da capital na trajetória da banda. “Belo Horizonte sempre foi uma das nossas principais casas. Temos um carinho enorme por esse povo que sempre abraçou o reggae e o Ponto de Equilíbrio. A gente ama a vibração de BH e de Minas. É um povo muito apoiador, que acolhe com o coração”, destacou Bentes.
“A gente começou a vir pra BH em 2003. Desde então, só amor. Essa cidade é nossa casa”, disse Hélio Bentes
Com vivências que atravessam gerações, o Festival Só Amor se consolida como um espaço de celebração, afeto, natureza e conexão. Entre referências da cena musical brasileira e a receptividade do público mineiro, BH foi mais uma vez palco de encontros que reafirmam a música como um potente ato de resistência.