Enquanto o mundo volta os olhos para a crise climática, a exposição ‘Presenças na Amazônia’ surge como um manifesto visual sobre a coexistência entre o desenvolvimento econômico e a floresta em pé. Realizada pela Vale, a mostra celebra os 40 anos de atuação da companhia na região, onde ela ajuda a conservar cerca de 800 mil hectares de floresta — uma área equivalente a seis vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.
Grazielle Parenti, Vice-Presidente Executiva de Sustentabilidade da Vale, ressalta que o objetivo é “provocar reflexões e novas formas de atuarmos pelo presente e pelo futuro”.
Um dos destaques práticos dessa visão é a presença do trabalho de artesãos locais, como Joel Cordeiro da Silva. Criador de uma startup que utiliza o miriti (fibra de uma palmeira amazônica) para produzir móveis e peças de arquitetura, Joel hoje gera renda para 200 famílias em Abaetetuba.
“Antes, o miriti era visto como frágil. Hoje, com tecnologia e design, ele chega ao mercado como um produto sustentável de alto valor”, explica Joel. A exposição reforça que a bioeconomia é o caminho para manter a floresta viva, valorizando saberes tradicionais e os unindo às cadeias de consumo do Sul e Sudeste do Brasil.