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Valdir Barbosa: sem os filhos na fazenda, produtores rurais enfrentam o desafio da sucessão

Os filhos estão indo embora, em busca de estudos, emprego e oportunidade de novos negócios; muitos crescem na fazenda, mas não enxergam ali o seu futuro

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Soja, carro-chefe da produção agropecuária brasileira, não teve um salto de preços em 2026
Soja, carro-chefe da produção agropecuária brasileira, não teve um salto de preços em 2026 • Divulgação

 

Amigas e amigos do Agro!

O produtor rural brasileiro aprendeu a enfrentar a seca, excesso de chuvas, juros altos e preços de mercado oscilando, mas existe um problema que dinheiro nenhum resolve: quem vai ficar na fazenda quando ele parar?

Os filhos estão indo embora, em busca de estudos, emprego e oportunidade de novos negócios. Muitos crescem na fazenda mas não enxergam ali o seu futuro.

Aí começa a preocupação com a sucessão familiar, porque uma fazendo pode ter terra boa, máquinas modernas e alta produtividade. Se não houver quem dê sequência ao negocio, esse patrimônio pode ser vendido, dividido entre a família ou simplesmente perder a sua força produtiva.

Por isso, um projeto de Lei tramita na Câmara dos Deputados no sentido de incentivar e preparar jovens visando a sucessão no campo de forma qualificada, porém evitando o trabalho de forma explorada.

O projeto permite o trabalho de jovens a partir dos 14 anos mediante a frequência escolar, garantia de repouso e lazer sempre com a supervisão dos pais. Fica proibida qualquer atividade noturna e outras que estejam na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil, a chamada Lista TIP.

O projeto é do deputado Evair de Melo, Republicanos do Espírito Santo, que define um marco regulatório claro e protetivo. A ideia é preparar tecnicamente o jovem para gestão e sucessão no campo, fixando o homem na terra com dignidade, renda e sustentabilidade, relata o parlamentar.

E o produtor rural entra no mês de novembro com muitas incertezas. Produtos agrícolas oscilando preços, soja e milho em queda no mercado interno, arroz e feijão subindo e carne bovina se afastando da mesa do brasileiro.

Fica a expectativa da chegada do décimo terceiro salário, dos empregos temporários do fim de ano para que consumo da carne aumente. Essa semana haverá um crescimento porque o salário começa a cair na conta.

O boi encerrou o mês de outubro em alta com a B3 projetando o preço da arroba em R$ 403 no fechamento de novembro. A variação nesse momento vai 380 chegando a R$ 400.

Valdir Barbosa, Itatiaia Agro.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

 

 

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