O PSDB mineiro admite apoiar uma eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo de Minas Gerais caso o partido não consiga viabilizar um nome próprio para a disputa estadual de 2026. O apoio, segundo o presidente da legenda em Minas, deputado federal Paulo Abi-Ackel, viria mesmo com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na chapa.
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A sinalização foi feita pelo deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), presidente da legenda em Minas, em entrevista à Rádio Itatiaia nesta quarta-feira (25).
Segundo o tucano, o cenário ainda está em aberto e deve ser definido nas próximas semanas, período considerado decisivo para a reorganização das forças políticas no estado.
“Os próximos 30 dias serão intensos. Estamos trabalhando para ter candidatura própria, mas a política exige diálogo permanente”, afirmou.
Abi-Ackel reconheceu que Pacheco enfrenta resistência após aproximação com o presidente Lula, mas avaliou que o senador foi “mal compreendido” em decisões tomadas à frente do Senado.
“Ele teve que defender o Estado brasileiro, o Supremo e o próprio Senado em momentos difíceis. Muitas vezes isso foi interpretado de forma injusta pelo eleitor.”
Com Lula junto
Questionado sobre a participação do PSDB em uma chapa de apoio a reeleição de Lula, Abi-Ackel revelou que não haverá constrangimento, caso seja essa a posição do partido.
“Haja visto, inclusive, a confusão do quadro partidário brasileiro, você poderia perfeitamente apoiar um candidato a governador e não apoiar o candidato a presidente da república deste governador. É o ideal? Não é. O ideal seria que nós não tivéssemos nem a polarização que temos hoje, essa radicalização que temos hoje. Mas isso é o Brasil atual, nós temos que lidar com a realidade”, finalizou
Nos bastidores, tucanos avaliam que o apoio dependerá do desenho final da aliança em torno de Pacheco e da viabilidade eleitoral de um candidato próprio, hoje defendido por parte do partido em torno do ex-governador Aécio Neves.