'Roteiro do 2ª turno do golpe de 2016', diz petista sobre PEC do Semipresidencialismo
Para aliados do presidente Lula, a proposta é 'extremamente periogosa' e indica que partidos do Centrão querem assumir o comando do país

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a implementação do semipresidencialismo sofre forte rejeição por parte de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entre os petistas, a proposta é vista como "extremamente perigosa". O deputado federal Reginaldo Lopes classificou a ideia como "roteiro do segundo turno do golpe parlamentar de 2016", referindo-se ao pedido de impeachment sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) naquele ano.
Impeachemnt
À época, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), deu andamento ao pedido de impedimento de Dilma. Nas considerações dele, o fato de Dilma ter editado decretos liberando crédito extraordinário, em 2015, sem o aval do Congresso Nacional, configurou pedalada fiscal. O ex-ministro José Eduardo Cardozo, que fez a defesa de Dilma, negou que houve crime de responsabilidade e alegou que o afastamento sem essa constatação, tratava-se de golpe. Com o afastamento da ex-presidente, o vice Michel Temer assumiu o comando do Brasil. Tanto ele quanto o correligionário, Eduardo Cunha, são defensores do semipresidencialismo.
Lula e Bolsonaro
A proposta tem aglutinado apoio de partidos de centro, mas é rechaçada pelas bases de Lula e Bolsonaro que representam os dois pólos ideológicos do pais e são as principais lideranças políticas do Brasil.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



