Podemos defende fusão, mas PSDB aprova incorporação
Convenção dos tucanos foi realizada, em Brasília, sem a presença da cúpula do Podemos. Ausência é vista como sinal de dificuldades no processo.

O PSDB aprovou, nesta quinta-feira (5), a incorporação do Podemos, partido que defendia fusão com mudança de nome, número e comando compartilhado entre as duas siglas. No caso da incorporação, normalmente, prevalece o nome de apenas um dos partidos. A convenção foi realizada sem a presença da cúpula do Podemos. A ausência é vista com um sinal de que o processo de negociação não vai bem.
Diminuição do PSDB
A união das legendas é fudamental para a sobrevivencia dos tucanos, que estavam federados com o Cidadania. O Partido da Social Democracia Brasileira vem diminuindo desde 2014, quando o deputado federal Aécio Neves (PSDB) perdeu a eleição presidencial para Dilma Rousseff (PT) e após o surgimento do bolsonarismo, que tomou o lugar dos tucanos na polarização com o Partido dos Trabalhadores.
Objetivos diferentes
Apesar de a fusão ser vantajosa para o Podemos, porque traz a tradição e o peso intelecutual dos tucanos, as legendas tem objetivos diferentes. Enquanto o PSDB continua prezando por disputar cargos no executivo, como governos estaduais e presidência, o Podemos é um partido focado em fazer deputados federais.
Família tradicional x novo rico
Uma das fontes da coluna repetiu uma comparação dita nos bastidores. "O PSDB é uma família quatrocentona falida e o Podemos é o novo rico". De toda forma, as legendas seguem negociando e, além de alterações de estatutos para facilitar o entrosamento e estrutura de comando, os partidos enfrentarão obstáculos regionais.
Minas
Em Minas, por exemplo, a sigla terá que comportar dois caciques: o deputado federal Aécio Neves e o Secretário da Casa Civil de Romeu Zema (Novo), Marcelo Aro, que embora seja do PP é voz ativa no Podemos.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



