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Informações do celular de ex-assessora de Lira levaram PF a aliado de Mendonça

O deputado Cezinha Madureira (PL-SP) é apontado como um dos supostos intermediários da reunião entre o ministro e André Mendonça

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Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. • Foto por CHARLES SHOLL / BRAZIL PHOTO PRESS / BRAZIL PHOTO PRESS VIA AFP

A apreensão do celular da ex-assessora do deputado federal Arthur Lira (PP), Mariangela Fialek, conhecida como “Tuca”, durante operações autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, em 2025, teria levado a Polícia Federal ao deputado federal, Cezinha de Madureira (PL-SP), segundo fontes da coluna. As investigações anteriores eram sobre a execução de emendas do chamado “Orçamento Secreto”. Desta vez, a operação investiga a comercialização de influência junto a Ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral.

Venda de influência nos tribunais

Nesta segunda-feira (14), às vésperas do julgamento que vai avaliar abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por suposto envolvimento com o Caso Master, Dino autorizou mais uma fase da Operação Transparência que teve como alvo o parlamentar. Cezinha de Madureira é apontado como operador de um suposto esquema de venda de influência sobre ministros de tribunais superiores.

Tuca e Valéria Rodrigues Linhares, esposa de Cezinha, segundo a política federal faziam parte do esquema de captação de causas, formalização de contratos e contato com ministros.

André Mendonça

Embora não haja nenhuma comprovação de favorecimento ao Banco Master, o ministro André Mendonça recebeu Daniel Vorcaro em 14 de março de 2025, em São Paulo, por cerca de duas horas, no endereço do Instituto Iter, fundado pelo magistrado. Mendonça confirmou o encontro, mas disse que foi uma única vez e por iniciativa de Vorcaro. Após vir a público o encontro, André Mendonça anunciou a saída do quadro societário do Instituto Iter no dia 3 de setembro.

Mensagens encontradas no celular de Vorcaro também indicaram que o advogado Ciro Rocha Soares e o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) teriam trabalhado para aproximar o ex- banqueiro de Mendonça. Em uma das mensagens, Ciro aparece dizendo a Vorcaro que estava “trabalhando por você” e, posteriormente, envia uma foto com Mendonça e um áudio dizendo que havia levado o ministro para fazer um terno. Mendonça apresentou notas de R`$ 26.430, 00 para comprovar que pagou por seus próprios ternos e não recebeu favor de Vorcaro.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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